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domingo, 25 de novembro de 2012

Prolapso anal

Meu post anterior foi bem fofinho, cuti-cuti e nhóóóó, né?

Chega de viadagem!

Daqui a pouco não conseguiremos mais escrever nesse blog sem escorrer mel dos dedos, lírios caindo do céu... Vamo voltar às raízes nessa porra!

(todos arrotam, socam a mesa e cospem no chão nesse momento)

O post de hoje é algo até leve aos meus ouvidos. Mas um estupro aos ouvidos de, sei lá... RAFAEL, por exemplo. E é um estupro que causa dor. Muita dor.


A banda em questão leva o nome super original de PAIN (sacou o trocadilho do parágrafo acima? hein hein? aposto que ninguém nunca pensou nisso). Na realidade é um projeto solo do líder do Hipocrisy (banda malvada de Death Metal), mas com uma sonoridade completamente diferente.

Misturando o peso do metal com elementos eletrônicos, ela se diferencia de outras bandas industrias que vocês ouvem tipo Nine Inch Nails, Rammstein, não só pelo som, mas também pelo visual e pelas letras que, segundo o oráculo Wikipedia, falam de drogas, desprezo, depressão e morte, informação esta que eu decidi acreditar por não ter o menor saco de ficar prestando atenção em letra.

 Sem contar que trata-se daquelas "one man band" onde o mermo magão compõe, canta, toca todos os instrumentos, produz, mixa, protagoniza os clipes, divulga no fanzine que ele escreve...

O disco que posto hoje é o Nothing Remais the Same, que contém a espetacular música abaixo, com seu clipe mais espetacular ainda:



AVISO IMPORTANTE: The Prodigy (louvados sempre sejam) usou a introdução dessa música numa versão ABSURDA de Diesel Power. Vocês, cavalgaduras imbecis, não lembram, mas eu já falei disso antes.


Variando da estrutura tradicional dessas bandas industriais até algo bem mais eletrônico (como na excelente Pull Me Under) o disco segue com uma qualidade bem homogênea.

Detalhe é que quando comecei a ouvir Pain, tinha uma dificuldade do caralho em achar coisa pra baixar, dado o quão criativo e específico é esse nome... razão pela qual ainda não conheço tudo deles pra saber qual o melhor disco, mas asseguro que esse vale a pena.


Rafael, sendo você a Lucélia Santos desse blog, gostaria imensamente de saber depois qual foi sua avaliação. Se foi prazerosa ou se foi a cena que já é tradicional na sua vida:



Boa sorte.

sábado, 17 de novembro de 2012

Gorilla X ainda na massa!

voltei.


HA-HA-HA, pensaram que eu tinha morrido né? Mas assim como nosso amigo Jason, eu SEMPRE volto. E volto honrando minhas raízes, e não cometendo desgraças do nível de Jason X. E volto no atalho sempre à frente de vossas pobres almas perdidas numa imensidão de mesmice e desgraça musical.

Dito isto, voltemos ao blog. Após um conturbado e preguiçoso afastamento, entro aqui e percebo que Rafael tem 36 posts registrados e eu tenho 33. Nessa hora eu respirei fundo, tomei coragem e fiz o que qualquer gorila com honra faria no meu lugar: Preparei 4 posts pra ultrapassá-lo e provar pra minha auto-estima que eu sou melhor que ele. Humpf!

E o primeiro da saga "come minha poeira rafael" é dos melhores e mais obrigatórios que já postei por aqui.


Dengue e Pupillo em cada ponta. Baixista e Batera do Nação Zumbi desde os primórdios. Aparentemente menos proativos musicalmente se comparados a Lúcio Maia e Jorge du Peixe (que você ainda não ouviu aqui, SEU HEREGE!).

Aparentemente.

3 na Massa é um projeto de 2008 com um único disco lançado, "Na Confraria das Sedutoras", reunindo samba, jazz, MPB, bossa nova e tudo que houver nestes extremos com uma dose exata de psicodelia. Cantado por mulheres. Belas mulheres. Sedutoras mulheres com poesias nas cordas vocais.

Breve teaser sobre o projeto:



Minha primeira impressão ao ouvir o disco é que pela primeira vez algo relacionado ao Nação não me remetia de imediato a Recife, suas periferias, seu centro antigo. Dessa vez o som transcende e soa algo mais cosmopolita. Mas com um tema universal sobre amor, relacionamentos, sexo, encontros e desencontros (não, não é aquele filme mais superestimado da década). Tudo com uma atmosfera sensual e intimista.

Cada música é cantada por uma voz feminina diferente. Ás vezes bem diferente. Várias (boas) atrizes que eu não fazia a mínima idéia que cantavam, tipo Alice Braga, Leandra Leal. Algumas cantoras já famosas como a Pitty, CéU. E outras cantoras que eu desconhecia mas me apaixonei perdidamente, com amplo destaque pra Nina Becker, a voz mais pura e suva que canta a melhor e mais bela música, "O Objeto".

Outros destaques são "Morada Boa" com uma levadinha meio samba, meio Chico Buarque,  e "Certa Noite", que já começa com uma poesia orgasmática. O detalhe é que todas as músicas que mais me atraíram são as cantadas por vozes desconhecidas, o que é incomum em projetos/parcerias onde as melhores composições são deixadas pras vozes mais conhecidas ao público em questão.

E garanto que toda a poesia, musicalidade, psicodelia e atmosfera retrô são bem mais apreciadas em noites de instrospecção.




Enfim, post perfeito pra esses tempos atuais neste blog que antes fedia a DST's e músicas do U.D.R., e hoje exala amor puro e sincero através de nossos nobres coraçõezinhos.











Te amo minha ruiva!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O início de uma saga

Previously on suamãeteavisou:

"Inovarei."

"Ouça sem PRECONCEITOS. (sonoros, pelo menos...)"


Alguns membros deste blog no ápice de sua sandice, vangloriam-se de ter uma SUPOSTA versatilidade musical. Sobre isso, uma imagem irá expressar melhor minhas palavras:



Em primeiro lugar, gostaria de informar-lhes que mudarei os critérios de minhas postagens. A partir de hoje morreu o critério primordial de postar discos que (talvez) agradassem os integrantes do blog. Além dos motivos forever-alonísticos óbvios, tenho observado que os acessos da Bósnia-Herzogovina, Arábia Saudita e Chile têm crescido vertiginosamente. E eu confio mais no gosto deles do que de vocês.

Ou seja, a frequência de meus posts também aumentará na mesma escala de ódio dos professores universitários ao atual governo. Ou ao nível de dissimulação e cara-de-pau do eduardo paes.

você, caro internauta bósnio-herzogovinense (?) que não entendeu a analogia, pule a linha de cima.

(pula essa linha aqui também)

Consequentemente, minha factual e notória versatilidade musical irá aflorar e depois de rock, hard rock, heavy metal, industrial, rap, manguebeat, eletrônico, jazz, new wave e trip hop, ainda garanto que tem bastante estilo ainda inédito por aqui a ser abordado. Começaremos esta saga hoje então.

ATENÇÃO: MÚSICA NÃO INDICADA A OUVIDINHOS SENSÍVEIS

Sempre que este selo brotar em minhas postagens, recomendo correr para os braços da mamãe e pedir pra ela botar de novo justin bieber pra tocar, pois o que virá a seguir será agressivo demais pro seu mimimi musical.


Este belo homem foi um dos maiores responsáveis pelos meus eargasms durante a adolescência. Líder do Death, provou ao mundo a validade da mescla de estilos aparentemente antagônicos como o progressivo, jazz e o death metal, e sobretudo a mim, provou que o death metal pode ser audível com o orgasmático Leprosy.

Lamentavelmente morreu em 2001 em virtude de complicações de um tumor cerebral e, talvez, por não ter tido o tratamento cirúrgico convencional por falta de grana. É uma pena o sistema de saúde não aceitar 'legado na história do metal' como forma de pagamento...

Como o Death foi minha banda do coração durante longos anos, demorei a decidir qual disco postar. A melhor formação que uma banda já teve? As minhas linhas de bateria favoritas ad eternum? O primeiro disco que ouvi e que introduziu (uiii!!) em mim a banda?? Depois de muito refletir e consultar o oráculo shan shamaraiama, que me ajuda nestes momentos, optei pelo meu disco favorito á época, Symbolic.



(o pedal duplo dessa música desafia as leis da física)

Lançado em 95, é um dos mais progressivos do Death. Linhas de bateria absurdas, compassos compostos, variações de tempo pra caralho. Mas ainda com as características de lei, vocal gutural, riffs pesados. Só peca por não ter boas linhas de baixo quanto seu antecessor, Individual Thought Patterns. Mas sem o DiGiorgio, não dava pra esperar outra coisa...

A música de abertura que leva o nome do disco também tem uma puta bateria, mas como não achei ela sendo tocada pelo Gene Hoglan (MONSTRO), toma um cover ae do aquiles priester:



Bom, qualquer outro blá blá blá seria inútil pra expressar a magnitude desse disco. Caso você tenha cojones e ouvidos respeitosos, enjoy.

Caso não, siga meu conselho e vai correndo pra mamãe mesmo...

(preciso alertar que comentários reclamando que o vocal é gritado demais, a guitarra tá com muita distorção e a música é muito pesada são completamente inúteis e descartáveis???)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Gorilla Trip

leia antes o que motivou este post.

As Olim-piadas acabaram e eu já voltei pra Uganda. Uma pena pra vocês que estavam curtindo pra caralho meus posts britânicos temáticos, e um alívio pra mim que não tinha mais porra nenhuma a falar. Ainda tem alguns sons ingleses engatilhados aqui, mas deixa pra próxima.

Como hoje é dia dos pais, até pensei em homenageá-los numa coletânea com as músicas do Inri Cristo. Depois de pensar melhor, decidi postar o volume 2 do clássico disco das Chiquititas. Mas... não, deixa as piadas de humor negro pra galera dessa cota.

Irei colaborar em algo que talvez possa ser útil a alguém. Não sei bem como se faz isso (ser útil), mas vou dar o melhor de mim, prometo.

começo a sentir o vento sob meus belos pêlos

Foi difícil PRA CARALHO. Uma playlist de e sobre viagens pra alguém é mais complexo do que eu achava. A começar que eu não faço idéia do gosto musical da pessoa, não sei se o fone dá conta do barulho do vento ao dirigir uma moto na estrada e sei menos ainda sobre o que ele julga ser uma simbiose perfeita entre música e paisagem. Isso sem contar na diversidade dos cenários que se tem pela frente numa rota São Paulo - Atacama - RJ. O único elemento que tenho é a dedução do espírito livre, libertário e revolucionário deste nobre integrante do clã dos Cormack, e foi apenas nisso que me baseei.

(e meu caro primo do menino revoltado com listras pelo corpo: você já conquistou um honroso lugar no meu panteão de ídolos, acredite.)

Em sua maioria, optei pelo rock puro e simplesmente. Evitei um pouco reggae, que seria minha preferência, mas considerando que as paisagens litorâneas serão escassas, não achei apropriado.

Vale também ressaltar que a lista acabou ficando por ordem alfabética (o que não era o ideal), até porque, creio que ele vai juntar a porra toda no mp3 e ligar a sequência completa, então não faria sentido eu organizar.

Segue os números finais da minha seleção:

(a yamaha tá botando algum no blog por essa propaganda gratuita e sem sentido??)

311 - I'll Be Here Awhile
Arctic Monkeys - Evil Twin
Blitz - Longe de Casa
Brutus - Spirit Of Time
Dead Family - Mirror
Dinosaur Jr. - Said The People
Down - Stone the Crows
Eagles Of Death Metal - Cheap Thrills
Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway
John Mayer - Vultures*
Lobão - Essa Noite Não
Metallica - Fixxxer
Oasis - Aquiesce
Oingo Boingo - Just Another Day
Planet Hemp - O Sagaz Homem Fumaça
Queens Of The Stone Age - In The Fade
Red Hot Chili Peppers - Scar Tissue
Scorpions - Dust In The Wind
The Brian Jonestown Massacre - When Jokers Attack
Truckfighters - Momentum


*Música de viagem SIM. CHUPA RAFAEL!!

Sim, eu sei. Mais da metade disso daí vocês já conhecem e algumas até já foram postadas por aqui. Mas presta bem atenção no que eu vou falar: eu quero que vocês se FODAM, essa coletânea não é pra agradar nenhum de vocês.

Tive que sangrar baixo com Blitz, Red Hot (que poderia render uma playlist só deles) e mais alguma outra ae, mas era necessário.

Agora passo a bola pra vocês (no melhor estilo daquele lateralzinho direito da seleção masculina de futebol nas olim-piadas) encherem essa merda de Kyuss, Black Keys e stonerzeiras em geral.

Mas antes deixo um desafio. Poderíamos apostar qual ou quais músicas o primo de rafael mais irá se identificar no decorrer do percurso. Quem tiver postado a música ganha... ganha... sei lá, quando estivermos completamente chapados no show do tame impala quinta-feira a gente decide.

domingo, 5 de agosto de 2012

Procura-se um título para este post

Ás vezes eu me sinto um moisés contemporâneo. Além de pergaminhos em formato mp3, trago algumas tábuas sagradas escritas pelo cara lá de cima, encarregado de doutrinar vocês. E aproveitando a minha série de posts olímpicos, venho a esta babilônia disseminar um pouco de cultura geográfica.

Com estas olim-piadas sendo realizadas em Londres, o que eu mais tenho ouvido na tv é a confusão desordenada entre grã-bretanha, reino unido e inglaterra. Então vamos esmiuçar estes conceitos de uma vez por todas pra sua vida fazer mais sentido e você poder explicar pra sua avó, ressaltando o quanto a geografia é essencial a uma vida regada a cultura inútil.

Inglaterra - Nação integrada ao Reino Unido
Grã-bretanha - Ilha (Inglaterra, Escócia e País de Gales)
Reino Unido - Região político-administrativa (Grã-bretanha + Irlanda do Norte) que constitui o país
República da Irlanda - Maior porção da ilha da irlanda, não integrada ao Reino Unido e soberana politicamente

Entendeu?

( ) Sim
( ) Não

Se sim, parabéns! na próxima vez que estiver numa rodinha cercada de humanos você tem a minha permissão para desfilar este amplo saber e contar vantagem, impressionando as menininhas (de preferência as menininhas maiores de idade, ouviu Gomes??)

Não? Foda-se. Tomara que o critério de entrada nos céus sejam estas perguntas feitas pelo próprio são pedro (é ele que toma conta da porta do céu né? ou já foram convocadas novas eleições pra mudar essa autocracia?)



Mas aí você veio até aqui procurando músicas de qualidade (que sempre imperam aos DOMINGOS, UNICAMENTE) e... cadê?? e qual o sentido desse texto todo acima?? Calma meu pequeno padawan, a resposta virá logo a seguir. Quanto ao sentido... se nem a vida tem, por que meus posts teriam??

prêmio "foto mais indie do dia"

Hoje me sinto calmo e pacífico. Como meu humor (e as variações infinitas) se reflete na música, indico uma banda pra você baixar um pouco essa adrenalina lisérgica de pós-sábado.

Imagine um cruzamento bem gostoso entre LCD Soundsystem, Chromeo, Digitalism e Cut Copy. O feto superdesenvolvido gerado nessa suruba certamente seria Metronomy.

Banda com a proposta de uma musicalidade eletrônica sem se tornar integralmente digital. Há todos os instrumentos básicos (baixo, bateria, guitarra) mesclados a doses pontuais de sintetizadores, e aquele vocalzinho bem indie pop. A música em si é mais calminha, mais pop, sem se tornar totalmente acessível, só àqueles com a audição abençoda.

Depois de um disco de estréia que eu não ouvi, um segundo (Nights Out) beeeem psicodélico, eles catapultaram em 2011 uma verdadeira preciosidade, que foi solenemente ignorada nas listas de melhores do ano a que eu tive acesso. Inclusive na minha lista de melhores do ano...

The English Riviera

Sim, essa é a capa do álbum. Capa sob a qual você vai meditar ao som de "The Look", "She Wants" e "The Bay", vestir um catálogo de moda européia, tirar os sapatos, e ficar dançando desordenamente na praia, tirando fotos descoladas, forçamente espontâneas.

Mas cuidado! Eu sei que minhas indicações mudam vidas. Mas se você me aparecer com um manual de (sub)vivência hipster com um bigode ridículo, um cabelo intencionalmente desgrenhado, uma roupa mal costurada e com um suspensório, o sonho de fazer um mochilão pela Albânia, e, como se não bastasse, chegar do meu lado falando que virou vegetariano porque ficou com peninha das vaquinhas, já sabe né?

Kimbo says: tu que é o hipster??
Seu merda.




tá vendo como meu humor varia rapidinho?

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Clima seduzente e envoltor

E começam as Olimpíadas para todo o mundo e olim-piadas para mim. É sempre uma boa época pra rir dos esportes cretinos e meditar encima de reflexões tão profundas que atingem o âmago de minha existência. Exemplo: Ginástica olímpica. Eu nunca entendi essa merda. O maluco vai lá, sai correndo, dá 3 mortais pra trás, 2 triplos twist-escarpado-descacetado-descabaçado, solta laser pelo olho e quando cai, se ele dá um passinho pro lado, tá desclassificado. POOOOOOORRA!!! tudo que ele fez antes do tal passinho pro lado foi irrelevante né?? Outra, por que diabos badminton é considerado um esporte?? E quão emocionante seria a transmissão de uma partida olímpica de xadrez?? E por fim, por que TODOS os competidores de tênis de mesa são nipônicos???? Sério, tava passando uma partida (emocionante!) entre senegal e islândia e eu confundi os dois com o Hugo Hoyama.

Mas pra que que eu to falando essa porra toda num blog de música???? Continua lendo que no final tudo fará sentido.






Ou não.

É, não vai fazer sentido mesmo não, mas continua lendo sim :)


Na verdade, darei início a uma nova série de posts em homenagem a terra da rainha que foi salva por deus (o mesmo deus que não me salvou, nem a nenhum de vocês), a terra da pontualidade e, sobretudo, a terra da revolução e representatividade musical. A terra a qual emergiram as duas bandas que habitam carinhosamente este meu coração símio, The Prodigy e Depeche Mode.

Sendo assim, até o final das olim-piadas, teremos acesso a bandas genuinamente britânicas, acompanhadas de informações irrelevantes sobre as diferenças políticas e geográficas da região, perguntas olímpicas e algumas outras inutilidades. Você não pode deixar de perder!

Abrindo esta magnífica sequência, acenda velas, incensos aromáticos, jogue pétalas de rosa sob a cama, pegue aquela garrafa de velho barreiro que o amor paira sob o ar:



Pegando carona no último post de vinão, apresento-lhes a banda originária de Chris Corner, Sneaker Pimps, em seu segundo e melhor disco na minha alcoolizada opinião.

Com uma sonoridade trip hop influenciada pela ala inglesa desse estilo (Portishead, Tricky, Massive Attack, Archive), com um quê de pop/rock alternativo (Depeche Mode, Fink, Metric - a fase antiga, e única que preste...), esse disco fala sobre algo que eu não faço a mínima idéia, num sei de porra nenhuma das letras, mas a musicalidade é fantástica. Uma atmosfera bastante intimista, melancólica e sensual, como um bom trip hop deve ser.

Destaques absolutos pra "Half Life", "Low Five" e essa Flowers & Silence, que se tivesse o vocal sublime do Dave Gahan eu confundiria facinho com alguma dessa fase contemporânea do Depeche:



Vou indo nessa que o chá das 5 me espera aqui em londres, mas antes deixo no ar uma pergunta a ser respondida por vocês até meu próximo post:

por que num é o cavalo que ganha a medalha no hipismo???????????????????????????

domingo, 22 de julho de 2012

Chupa essa, Ana Maria Braga!

Hoje acordei me sentindo um legítimo chef francês. Então é dia de receita na suamãe. Pega uma bic, um papel de pão e vai anotando ae:



Ingredientes:

- 498g Batidas de big beat
- 358g de digital hardcore
- 784g de chapação eletrônica
- 1,5kg de melodias acachapantes
- 183g de peso industrial
- 2kg de vocal doidão estilo system of down

Modo de preparo:

- Unte com extrato de mercúrio todos os ingredientes naquela fôrma que vocês fizeram um rocambole canábico, e que ainda tá suja encima da pia esperando um milagre de deus para ser lavada
- Espanca esse papagaio maldito ae que fica contando piada enquanto você se concentra na receita
- Note que os efeitos lisérgicos do ácido ingerido alguns minutos antes já começam a fazer efeito, mas mesmo sem sentir as mãos, misture os ingredientes no sentido noroeste-sudeste
- Limpe a baba que já está escorrendo sob seu queixo
- Bata todos os ingredientes no liquidificador até acontecer isto
- Pegue o que restou e coloque no forno. Mas é pra botar junto com a fôrma, num faz que nem o didi e taca tudo lá dentro não
- Tão breve quanto a próxima vinda de cristo, desligue o forno e sirva a mesa

Convoque toda a sua família para desfrutar do resultado:


Eis o resultado de todos os seus esforços culinários, Mindless Self Indulgence.

A minha primeira contribuição a série: "Duvido que você já tenha ouvido isso". Não pela banda ser underground pra caralho, mas por vocês ainda não terem saído do casulo que aprisiona seus horizontes além do stoner caminhoneiro e viadices introspectivas. Principalmente quando esta introspecção se dá através do canal prostático.

Conheci essa banda pelo sagrado song pop, na viciante Shut Me Up:


Como domingo passado algumas viagens pelas savanas do norte fluminense me impediram de postar, hoje a suamãe vai parir gêmeos. E são gêmeos siameses, visto que são os dois últimos (e melhores discos) dessa banda descaralhada:

You'll Rebel to Anything de 2005
e IF de 2008

Reparem que ambas as capas são conceitos simples, mas que eu achei bem boas. Então foda-se sua opinião de merda.

A musicalidade de ambos pode ser descrita na receita listada no início do post. Uma mistura repleta de porralouquice envolvendo System of a Down, Atari Teenage Riot e The Prodigy, só que mais melódico. Inclusive uma das faixas desse disco de 2005 esteve presente no volume 1 de minha sagrada coletânea do post anterior. Mas esse segundo disco ainda supera o anterior (que já é foda), constatem.

E como recebi reclamações infundadas mimizescas em tom de críticas construtivas acerca de um final (ou falta dele) no meu último post:



Tenha certeza que quererás este final em sua vida.

terça-feira, 10 de julho de 2012

"o melhor do eletro-progressivo-fritação-aláprodigyano"

Começarei agredindo a todos.

Quando fui convocado para a missão de semear a verdade através de um blog musical, logo me veio a mente o compartilhamento de boas músicas, que seriam ouvidas em nossos rituais xamânicos, enquanto dançaríamos nus e entoaríamos cânticos pagãos em volta de uma fogueira.

Em vez disso, o que se viu foi uma reunião de caminhoneiros sujos, mal lavados e fedorentos á beira da estrada, enquanto tiravam fitas k7 de suas pochetes empoeiradas e tentavam enfiar stoner rock guela abaixo dos inocentes seres que vinham até aqui em busca de sons mais inspiradores.

Pois bem, o tempo passou, os caminhoneiros conheceram belas mulheres nas estradas por este brasil afora, constituíram família e foram felizes. Mas o que antes era um blog contra o amor, regado a doses cavalares de depravação, psicotrópicos e homossexualismo, se tornou um grito de desespero de um respeitado gorila, sufocado pela ignorância e indiferença, que depois de 3 posts ao relento foi infectado pela maldição Abhijit Saavedra, caindo em sono profundo. Até uns dias atrás, quando os 7 espíritos dos samurais da tribo akikomemoânus penetraram em meu SONHO e me designaram a uma missão de paz e iluminação universal, e então...

e assim acordei

Levantei de minha tumba sagrada e voltei a este antro miserável incutir na mente doentia de vocês músicas que irão salvá-los desta VIDA DE MERDA!!

Pois bem, os samurais do saco de manganês que perpretaram em meu sonho anunciaram que minha jornada voltaria a 31/07/2011. Então, o que eu estava fazendo nesta data?

a) vendendo minha força de trabalho para a classe patronal
b) me masturbando com o vídeo da omelete do jackass
c) celebrando o dia mundial do orgasmo com sua progenitora
d) comemorando os 1107 anos do histórico 31.07.904 quando Salónica, a segunda maior cidade do Império Bizantino, foi capturada por corsários sarracenos liderados por Leão de Trípoli, sendo saqueada durante os 10 dias seguintes.
e) introduzindo na suamãe um post revolucionário

...
...

Ao contrário de uns delinquentes que aqui frequentam, que ao invés de mui honrosamente assumir sua procrastinação patológica, prefere postergar suas obrigações linkeanas, atendo-se apenas a um texto que reflete seu atual estado de degradação mental, responderei logo a questão por mim elencada.

Gabarito: LETRA E

Esmiuçando meu post inaugural daquela data, percebo um comentário que tocou fundo em meu coração:

Vou baixar.

Mas ainda espero uma compilação feita por vc com o melhor do eletro-progressivo-fritação-aláprodigyano
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Então, tudo ficou mais claro.




Óbvio que minha missão teria os dedos sagrados dos paladinos da música. E pra chegar aos números finais desta sagrada coletânea, obedeci os critérios de ligação e sonoridade (sendo 10 a nota máxima nos dois quesitos), conforme abaixo:

01. Caspa feat. Keith Flint - War
Ligação: 10 (Participação de Keith Flint, a voz mais famosa do Prodigy)
Sonoridade: 9 (Poderia facilmente ser confundida com alguma B-Side perdida ae)

02. Pain & The Prodigy - Shut Your Mouth Remix
Ligação: 10 (mashup de Diesel Power do Prodigy com Shut Your Mouth do Pain)
Sonoridade: 10

03. Pendulum - Immunize (feat. Liam Howlett)
Ligação: 10 (óbvio, participação do cérebro do Prodigy)
Sonoridade: 10 (poderia certamente figurar no Invaders Must Die)

04. Leeroy Thornhill - The Suspect
Ligação: 9 (Leeroy, reles dançarino na formação clássica)
Sonoridade: 8 (bem similar às músicas do Experience, primeiro disco do Prodigy)

05. Hyper - Let Me In
Ligação: 7 (projeto que aparentemente tem um dedo do Leeroy)
Sonoridade: 8 (um pouco mais pop e bem mais dubstep)

06. Maxim - Killing Culture
Ligação: 10 (projeto solo do Maxim Reality, ala negra e gangzta do Prodigy)
Sonoridade: 7

07. The Chemical Brothers - Setting Sun (feat. Noel Gallagher)
Sonoridade: 8

08. Apollo 440 - Cold Rock the Mic
Sonoridade: 7

09. Atari Teenage Riot - Atari Teenage Riot
Sonoridade: 8

10. Pitchshifter - Please Sir
Ligação: 7 (banda do guitarrista que tocou no The Fat of the Land)
Sonoridade: 8

11. Mindless Self Indulgence - Prom
Sonoridade: 6

12. The Crystal Method - Roll It Up
Sonoridade: 7


Os dados da esperança estão lançados sob as suas vidas, caminhoneiros imundos travestidos de trabalhadores (ou apenas de vagabundos gonçalenses mesmo). Vejamos se ainda há esperança para vocês.

E segurem suas pregas pois, mais uma vez, seus domingos não serão mais os mesmos.

domingo, 8 de abril de 2012

Fonte

Hoje vim aqui falar sobre fontes:



Entretanto, nesse blog já tem um nerd que entende de computação, e esse tipo de gentalha deve ser SEMPRE singular. Então é de outra fonte que eu vou abordar.



peraí, o da direita eu acho que é meu tio Larry...


HAHAHA Fontana Di Trevi é o caralho, essa é a fonte mais fodástica que existe. Mas como eu também não sei onde localiza-se esta maravilha do mundo ainda não legitimada por incompetência desses seres humanos inescrupulosos, falarei de outra fonte:



Olha que coisa mais fófis!! Mas ao contrário do figurino, penteado, óculos, expressões faciais... pelo menos a música merece MUITO respeito.


A Flock of Seagulls e seu álbum homônimo de estréia em 82, conceitual, abordando uma invasão alienígena. Um dos maiores expoentes do pop 80's, new wave, synthpop, new romantics, ou seja lá como você queira chamar. Banda que inclusive sofre da maldição do mega-hit, que você não viu aqui. No caso deles, "I Ran (So Far Away)".

Nascida em Liverpool, lançou alguns discos na década de 80 e voltou agora pra lançar outro disco em 2012. Obviamente com seus integrantes parecendo aqueles tios gordões e carecas, digamos, um pouco afeminados, que sempre querem ser os mais animados da festinha infantil, perdendo todo o charme e glamou dos anos 80, que rendeu piadas em Pulp Fiction, Austin Powers e no http://suamaeteavisou.blogspot.com.br/.

Um detalhe bastante pertinente é que o líder e "personal hair" da banda, Mike Score, lembra bastante o Keith Flint do Prodigy. Só por essa similaridade, já vale o crédito pra banda.

Keith Flint e sua porção feminina...


Seguindo minha missão nesse planeta sórdido e canalha, a de espalhar aos 7 ventos, ou na internet mesmo, bandas que merecem ser ouvidas além do principal hit, continuarei militando nessa causa, que ainda terá aparições nesse blog. Você não pode deixar de perder!





Aí você deve estar se perguntando: por que diabos a história da fonte????

Primeiro você ouve A Flock of Seagulls. Depois compara com Two Door Cinema Club (principalmente), Friendly Fires, Foster the People. Depois você lembra que os Flockinhos vieram 20 anos antes. Depois dá um beijo grego no meu tio Larry:

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sobre meninos e HOMENS

Não, não estou de greve. Eu posto quando tenho lampejos criativos e espíritos obsessores da inspiração (ou falta dela) textual e pseudo-cômicas se apoderam de meu corpo. Isso quando o cansaço permite, pois realmente o trabalho e a masturbação sugam muito de minhas escassas energias. E foda-se quem achar ruim.

E só pra constar, eu fico tempos sem postar e quando vejo as estatísticas, tenho o mesmo nº de postagens que certas pessoas com listras no braço, que ficam postando protestos malcriados.

E sem piadinhas de 1º de abril por hoje, já tá sem graça pra caralho isso.


Bom, voltando à alegria geral de todos os domingos, vamos ao assunto de hoje:

Da esquerda pra direita: Colin Greenwood, Nick Oliveri, Leonardo Heranval Amorim, Andy Rourke e STEVE DIGIORGIO


Há alguns dias eu postei uma música no facebook que era ideal na diferenciação entre um mero baixista e um Kid Bengala da clave de fá. Mas é claro que a manada de mariposas que escreve nesse blog teve seus ouvidinhos desagradados e não deram a devida atenção. Então mais uma vez empurro guela abaixo de vocês porque o Chuck Norris das 4 cordas (ou 5) não pode ser ignorado.

eis um HOMEM


Previously on mural de Ciro Ferreira:


Apresento-lhes Steve DiGiorgio.

Certas pessoas merecem todo o respeito e devoção independente do gênero sexual. Sei que é difícil falar isso pra vocês, que só de olharem pra Josh Homme, Dave Grohl e outros fracassados, um furor homoerótico predomina ao ponto de pôsteres deles nus atrás da porta. Apesar que se tivesse um pôster nu do DiGiorgio, até eu colaria no meu armário.

Currículo desse baluarte do baixo:

Death - Uma das maiores bandas de todos os tempos, uma das maiores formações de todos os tempos (a do Individual Thought Patterns), um disco com as melhores linhas de bateria de todos os tempos (The Sound Of Perseverance) e todas as etcs de todos os tempos. Aos ignorantes: é algo como se Dream Theater virassem homenzinhos e resolvessem fazer músicas de macho.

Sadus - Obviamente, as melhores linhas de baixo do Thrash Metal. Que você já viu de exemplo aqui.

Sebastian Bach - eu sei eu sei. é um pecado capital listar esse viadinho decrépito depois das duas preciosidades acima. Mas vale o registro porque foi por causa dele que eu consegui ver o DiGiorgio ao vivo. Com a melhor formação que eu já vi em um show. A caricatura do que já foi o vocal do Skid Row, Mike Chlasciak e Ralph Santolla nas guitarras, BOBBY JARZOMBEK na batera e ELE no baixo. Ou seja, só maluco nervoso. Pelo menos houve bom gosto na hora da SELEÇÃO (tipo a do brasil de 70) dos músicos.

E ainda desfilou seus dedos sagrados no Iced Earth, Vintersorg, Control Denied, Testament e mais um porrilhão de banda que eu to sem saco de listar. Vai no wikipedia que ele te diz o resto.

Mas sabendo do gosto frescurizado, fundamentalista e preconceituoso das madames, não postarei nada de Metal que ele tenha participado. Irei me ater à sua brilhante e curta imersão no Jazz.


Projeto de Jazz/Fusion formado em 92 mas que só durou 2 Ep's com 5 músicas ao todo. Basicamente inspirado nas linhas de baixo e improvisações, acompanhadas de guitarra, bateria, sax e flauta. Coisa refinada mesmo.

Destaque pra The Pharaoh and the Nomad e o solo de baixo no final da Dark Hall que acaba com qualquer discussão e anula a relevância de qualquer argumento.

Uso de fretless (característica marcante dele), efeitos de pedal, e outros artifícios que lhe proporcionarão um legítimo eargasm. E só pra constar: é de longe o melhor projeto de jazz que já passou por aqui.


Último detalhe: dêem uma olhada no meu e-mail do hotmail e constatem o quanto eu amo este homem (RÁ!).

domingo, 11 de março de 2012

Do Outro Lado da Vida

Hoje vim aqui falar sobre o Ghost.






























 (wally não está aqui)












Mas antes das moçoilas correrem pra pegar seus devidos lencinhos de seda a fim de enxugar os olhinhos de fel, exaustos de tantas lágrimas derramadas em homenagem ao Patrick Swayze, quero lembrar-lhes que este é um blog que é contra o amor (principalmente, neste caso, amor de péssimo gosto) e cumpre serviços ao coisa ruim, então:

EU SOU MALVADO. HAHAHA!!!111


O verdadeiro Ghost porra!! ou por acaso passou pela sua cabeça que eu perderia meu precioso e escasso tempo falando sobre aquela breguice sem limites que a sessão da tarde nos empurrou guela abaixo, tornando nossa infância não menos que miserável (pelo menos a infância dos chimpanzés que escrevem nesse blog maldito)???

Pois então, Ghost é uma banda sueca que faz um som bem Heavy Metal tradicional...


(então, depois dessa última frase Rafael teve uma síncope nervosa e fechou a página, Vinão deu um ataque de perereca e foi pelo mesmo caminho, e Léo... Léo deve tá chapado. Só sobra você, Gomes. Mas como você já conhece essa preciosidade, forever alonerei.)


... com uma influência setentista à lá Rainbow e uma pegada bem stoner (mentira, era só uma tática pra vocês ouvirem) com refrões bem melódicos e solos viajantes.

Com um visual claramente inspirado no Mercyful Fate (até um pouco do som também, só que sem aqueles gritinhos histéricos), os cara tocam do jeito que estão nessa foto mesmo e não se sabe sobre a identidade deles. E pelas letras, constata-se que nem eles mesmos se levam a sério. Pegaram todos os clichês de bandas de metal que acham que são a reencarnação do capeta, e intitularam músicas como Satan Prayer, Deus Culpa, Con Clavi Con Dio. Mas o que importa não é a música? Então, deixa eles acharem que são os cavaleiros do apocalipse. Enquanto o som for bom, foda-se o resto. Mesmo que esse resto seja uma das coisas mais ridículas que eu já vi.

Destaques absolutos: Satan Prayer, Ritual, Elizabeth e Genesis.

E como vocês andam nessa vibe de instrumental, segue apenas uma amostra:



Apenas para constar: conheci essa banda pela camisa que o Phil Anselmo tava usando no show do Down no SWU. E ele não está só:





Conclusão: Se Phil Anselmo e Hetfield aprovam, QUEM DIABOS É VOCÊ PRA DISCORDAR????

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Post carnavalesco

TIRA ESSA MÁSCARA COLORIDA QUE TU É MOLEQUE!!!


Hoje acordei meio pensativo. Datas como o carnaval, que sempre nos instigam à reflexão e introspecção constantes, me motivam muito a pensar, em tentar encontrar um sentido pras pessoas saírem às ruas fingindo serem felizes, livres, hedonistas. Então eu levanto da cama e vou consultar meu orientador de monografia, Sr. Wikipedia. Ele, em sua infinita sabedoria, profetiza que:

"A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres."

Tá aí. É uma pena que as pessoas perderam o sentido original da festividade e insistem ir para blocos, sambódromos, bailes de máscara... em vez de simplesmente louvar ao deus-mor Dionísio (ou Baco), contemplando os vinhos, o sexo, a natureza... de preferência essa porra toda ao mesmo tempo (um sexo desenfreado, banhado à vinho em ilha grande por exemplo).

E aí voltamos à dúvida que mais paira em minha mente inquieta: até quando as pessoas vão continuar ignorando o fato que vivem PARA o sexo? Que praticamente TODAS as suas ações (coletivas e muitas individuais) voltam-se ao sexo. se não direcionadas inicialmente, um meio para, ou um fim em si mesma. Desconfio ainda que se o sexo não existisse, ainda estaríamos morando em cavernas. Ou você realmente acha que a invenção da roda foi pela preguiça de andar?


Mas que diabos isso tudo tem a ver com o post de hoje??

Qual seria o propósito de postar Orquestra de Olinda, Alceu Valença ou similaridade que o valha no carnaval????
O meu intuito é postar tudo aquilo que você NÃO vai ouvir por aí nesse carnaval. E você pode até não usufruir dessa música durante o carnaval, mas certamente hora ou outra você me entenderá.



Faz tempo que eu não ficava tão encantado com algum som. Já começou me atraindo pelo nome. E logo após a primeira audição, ao constatar que a definição só é mensurável quanto a qualidade. Já a sonoridade, um misto de trip-hop, ambient, rock, post-punk, MPB... tudo isso aliado à poesia (letras em português, há de ressaltar) e uma atmosfera bem intimista.

Já na primeira música Mercúrio-Cromo sinto uma pegada que me lembrou um pouco a Angel do Massive Attack (olha nos meus olhos e diz que me ama, me chamando de pedacinho do céu se uma referência dessa pode ser menos que FODA). O que indica que a estrada para o deleite é garantida, que será devidamente percorrida com os riffs finais de Nova e Texto de fala.

Consultei o oráculo Mr. Google atrás de mais informações, mas o máximo que consegui colher é que é um projeto de Minas Gerais, na ativa há algum tempo e que lançou esse cd/ep em 2003. Inclusive não achei qualquer informação se o projeto ainda tá valendo e se vem mais preciosidade por aí.
Mas o release que tem no last.fm é algo digno, expressa bastante o que é o Semisericórdia:

“Semisericórdia é a catarse de emoções transformadas em música.
é como dou conta de existir e prosseguir.
é o que me move e o que me faz mover.

Cada música é como um quadro que pinto, pincelada por pincelada…

E registrá-las é como fotografar um momento da minha história, das minhas buscas, fazendo do estúdio um verdadeiro laboratório de sons: orgânico ou digital, não importa, mas sempre indo até as últimas conseqüências da entrega.

O que me interessa é simplesmente fazer música. Livre, como uma viagem sem partida nem destino pré-determinado, não apenas para ser ouvida, mas para ser sentida sem pressa…E muito menos respostas.

Se sou causa
Se sou conseqüência
Não tenho mais paciência
Meu tempo é minha existência.”

(Kênia de Barros)









Então... foda-se as palavras.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Macaco nervoso do saco roxo

Antes de mais nada, faz-se necessário um esclarecimento a respeito da minha ausência nesses últimos tempos. A verdade é que eu saí um pouco do computador e fui viver. Vocês ainda lembram o que é isso?? Ou esqueceram a senha??

De volta a esse pandemônio, venho a informar que hoje é dia de premiação na suamãe!!

Fim de ano chegando (lembre-se que este blog é regido sob o calendário védico) e é hora das famosas listas de melhores e piores do ano. Cataloguei tudo que ouvi que foi lançado em 2011 e posto minhas respeitosas impressões a respeito.

Eu sei que é inútil dizer isso, mas levando em consideração a ignorância de vocês... vale sempre ressaltar que é opinião única, pessoal e intransferível do macaco que vos fala. O que fica óbvio, uma vez sendo emitida por mim. Ou seja, os critérios de avaliação são meus ouvidos e foda-se.

Dividirei minha análise em 3 atos. Primeiramente os discos, em categorias qualitativas. Logo após, uma lista com parte das melhores músicas do ano que creio não terem sido ouvidas por vocês. E por fim, traço um parâmetro com os anos anteriores.

Mãos à obra!


DECEPÇÃO:

White Lies - Ritual - Depois de lançar o espetacular To Lose My Life em 2009, eles agora me vêm com essa MERDA, que vale cada letra em caixa alta. Já desconfio que será o próximo The Killers, que lançou um disco beirando a perfeição e depois desceu o nível. Matou minhas esperanças de eles serem os próximos expoentes da influência post punk em sons mais contemporâneos. Nenhuma música se salva.

Arctic Monkeys - Suck It and See - Sim, eu gostava MUITO mais quando eram adolescentes inconseqüentes. Pena ser tarde demais pra mandá-los à terra do nunca do mundo do peter pan e de lá nunca mais saírem, lançando outros Favourite Worst Nightmare's da vida. E FODA-SE que tem o dedo do Josh Homme. Esse tipo de porcaria, nem ele consegue salvar. E um disco que deixa Evil Twin de fora não merece meu respeito.

The Sounds - Something To Die For - Desisto. Mais um caso de primeiro disco foda e logo depois uma expedição em escalada descendente rumo ao fundo do poço. Confesso que só continuo ouvindo isso porque a vocal é gata e me lembra a Madison Ivy (moça ótima!). Fora que é daquelas bandinhas indie-colavelcro que parecem ser todas iguais. BUT... 3 musiquetas se salvam, uma delas será abordada futuramente.

Cut Copy - Zonoscope - Essa não chega a ser uma merda completa. Só inseri nessa categoria porque sei que depois de In Ghost Colours eles podem fazer melhor que isso.

Lou Reed & Metallica - Lulu - Esse consegue a suprema proeza de ser pior que todos esses 4 de cima juntos. Similar a uma ópera-rock (sem ser sinfônica) com um instrumental bem xumbrequa do Metallica e uma voz insuportavelmente falada do Lou Reed. MUITO barulho por nada.

dredg - Chuckles and Mr. Squeezy - Impossível entender. Começaram "metalcore", foram gradualmente modificando o som pra um rock alternativo-intimista meio progressivo, e depois de 2 discos absurdos, lançam esse meio nada com porra nenhuma. E é imperdoável aquela capa sugestiva com uma máscara. Dependendo do rosto, poderia estar na categoria melhores 2011...

Note que é categoria DECEPÇÃO e não PIORES. Ouvi muita merda que num merece nem ser citada. Com exceção do Metallica & Lou Reed.


MEIO TERMO:

Red Hot Chili Peppers - I'm With You - Não tem jeito. Sem o Frusciante, não há possibilidade de ficar bom. Apesar do amigo dele não comprometer, não consigo perdoar o hiato de 5 anos sem nenhum material novo, e agora me vir com esse nem-fede-nem-cheira. Não chega a ser ruim a ponto de ir pra lista negra acima, mas não convenceu. Apesar de Did I Let You Know salvar quase todas as outras.

311 - Universal Pulse - A começar que eu discordo enfaticamente de todas as listas das piores capas do ano, com essa aí figurando sempre entre as 10 mais. Musicalmente, as primeiras 4 músicas são ótimas e as outras praticamente anulam essas 4 de tão bostas.

The Kills - Blood Pressures - Voltamos ao caso acima. Primeiras 2 músicas fodas pra caralho e o restante não vale a menção nem a audição.

Anthrax - Worship Music - Interessante. E só. Esperava mais com O Belladonna de volta.


QUEBRA-COCO:

Matanza - Odiosa Natureza Humana - Menos country e mais ódio, niilismo e hardcore. Até agora não sei se superou A Arte do Insulto, que sempre teve peso considerável no meu top 5 melhores discos nacionais já apreciados por este nobre ouvido símio.

The Strokes - Angles - Under Cover Of Darkness e Taken For a Fool já são automaticamente as duas melhores músicas deles.

Does it Offend You, Yeah? - Don't Say We Didn't Warn You - já falei deles aqui.

David Lynch - Crazy Clown Time - idem.

Kasabian - Velociraptor! - Uma das melhores, mais consistentes e regulares bandas atualmente. Depois de 3 excelentes discos a criatividade ainda tá no talo. I Hear Voices é uma das coisas mais lindas que eu ouvi esse ano. E estou POUCO ME FUDENDO pra bateria eletrônica dela.


E agora chega o momento mais esperado da noite. A hora de ser entregue a estatueta do Macaco Nervoso do Saco Roxo. Equivalente ao que hollywood chama bregamente de Oscar.



A tela acima é a lista de artistas mais ouvidos da last.fm em 2011 no mundo todo. De um lado temos uma ótima cantora, uma voz legal e tal que todas as mídias resolveram dar amplo espaço em 2011. Do outro lado temos uma hermafrodita dos inferno que é empurrada guela abaixo de todas as pessoas pelas mídias medíocres. E de outro lado (quantos lados tem essa merda??) temos uma banda com 1/72 avos do espaço das outras duas, com apenas um disco lançado e que foi mais ouvida que todas as outras. Inclusive mais que Foo Fighters e seus milhões de fãs mimimis.

Foster the People - Torches - A melhor banda e o melhor disco de 2011, mas de MUITO longe. Sonoridade mesclando o alternativo-contemporâneo com o pop anos 80 e todos os seus subgêneros (disco, new wave, synthpop). É FODA e ponto final. Caso você discorde, certifique-se que seu celular já não está tocando...




Seguindo a procissão, separei um top 20 das melhores músicas ouvidas neste ano, já upadas nos comments. Obviamente fugindo das obviedades que vocês já ouviram.

311 - Sunset In July
311 - Wild Nights
Anthrax - Fight 'Em 'Till You Can't
Beastie Boys - Too Many Rappers [New Reactionaries Version]
Bella Morte - Undertow
Cansei de Ser Sexy - City Grrrl
China - Distante Amigo
Copacabana Club - Sounds Like Confusion
Copacabana Club - Sex Sex Sex
Cut Copy - Pharaohs & Pyramids
Foster the People - Helena Beat
Foster the People - Pumped Up Kicks
Foster the People - Houdini
Lirinha - Ela Vai Dançar
The Sounds - The No No Song
The Vaccines - A Lack of Understanding
Vespas Mandarinas - Antes Que Você Conte Até Dez
Vespas Mandarinas - Quarta Parada
Yuck - Get Away
Yuck - Operation

Destes, destaco:

Vespas Mandarinas, banda brasuca que me lembrou épocas áureas de rádio cidade anos 99, 2000. Som bem despretensioso e bem executado, lembrando um pouco essa fase citada de Cabeçudos, Rumbora, Tijuana, Tianastácia... engraçado, só parei pra ouvir porque o "EP" leva o nome de uma das grandes ídolas de todos nós, SASHA GREY. Belo trabalho de marketing...

Lirinha, vocal do Cordel do Fogo Encantado, lançou seu primeiro disco solo depois que a banda foi-se. Vale MUITO o confere.

A lamentar somente o fato de uma tal de Equal ter enrolado PRA CARALHO e só ter lançado Em Algum Ponto do Caminho em 2012, senão tava nesse top 20 ae também.


Teria muito mais a dizer sobre as bandas que eu citei só nesse top 20, mas agora que eu vi que esse post tá tão grande que duvido muito que alguém chegue vivo até aqui. Duvido tanto que vou até revelar a senha da minha conta bancária sem medo: ******* (Final do post eu devo estar assinando como Tolkien já...)


Conclusão:

2011 num foi dos melhores anos não. Levando em consideração que ouvi o dobro dos anos anteriores, se for analisar separadamente só pelos melhores discos lançados a cada ano, fica vergonhoso.
2009 não vale porque as duas melhores bandas dessa galáxia lançaram duas fábulas encantadas (Depeche Mode e Prodigy). E ainda teve White Lies, Vains Of Jenna e Franz Ferdinand.
2010 também tá à anos-luz de distância, com Bring Me The Horizon, Pendulum, Hardcore Superstar, Ghost e Two Door Cinema Club (os dois primeiros, integram a minha lista de top 10 ad eternum).

E pra 2012, expectativa de Marilyn Manson, QOTSA, Rockz, retorno do Black Sabbath, Van Halen, e principalmente, que as pessoas que cantam Michel Teló perto de mim sofram de fenômeno semelhante àquele filme Fim dos Tempos.


FIM



não se engane, acaba aqui apenas o velho testamento. Pretendo ouvir as listas que foram publicadas com os melhores 2011, e voltarei com o novo testamento, especial "listas que eu vi por aí".

O melhor da suamãe! (parte 1)

Antes de mais nada, faz-se necessário um esclarecimento a respeito da minha ausência nesses últimos tempos. A verdade é que eu... eu... eu passei por um bloqueio criativo, tipo aquele do Desconstruindo Harry, que o Woody Allen vai encontrando os personagens dele na vida real e eles começam a dar lições de moral nele. Pois bem, minha vida pessoal foi tomada pelos obesos que ilustram 90% das postagens de vocês, e foi extremamente difícil restabelecer a ordem em meio a tantas confusões, aventuras e traquinagens armadas por essa galerinha da pesada (RÀ!).

Como eu sempre sou rápido e objetivo, vamos logo ao que interessa.



A Susan Coffey me interessa bastante, mas não é sobre ela que vim tratar hoje.

Sim, bastamte forçada a participação dela, mas revisitei alguns posts antigos e me deparei com imagens aleatórias e algumas... algo assim... bem fantasmagóricas! e resolvi embelezar um pouco esse blog tomando como base nosso parça Dostoievski, que naquela churrascada, completamente atordoado pelas doses cavalares de vodka roots, profetizou que "A beleza salvará o mundo". Dizem até que virou livro. A conferir.

Onde eu estava mesmo?

Susan Coffey, te amo loucamente!!!!!!!

Ah sim, o título do post.

2011 acabando (lembrando sempre que 27/03 será o primeiro dia útil do ano) e é hora de fazer aquela introspecção avaliativa desse ano. Mas hoje eu acordei de bom humor e quero homenagear quem ajudou a tornar a vida em 2011 menos canalha.

A suamãe surgiu em boa hora. Tempos conturbados da vida e de um marasmo musical sem precedentes. Foi então que surgiu a idéia de indicarmos canções abençoadas para nós mesmos. E é óbvio que ficou só na idéia, visto que ninguém ouviu nem metade do que foi postado. Inclusive eu...

Mas o pouco que ouvi me motivou a fazer as tradicionais listas. Fui adicionando as músicas orgasmáticas que foram postadas e cheguei ao top 25, conforme segue em ordem cronológica de postagem:

Tame Impala - Forty One Mosquitoes Flying in Formation / Léo
Liam Finn - Remember When / Léo
Brant Bjork - Too Many Chiefs... Not Enough Indians / Rafael
Brant Bjork - Waiting for a Coconut to Drop / Rafael
Warpaint - Set Your Arms Down / Gomes
Fink - Blueberry Pancakes / Léo
At The Drive-In - One Armed Scissor / Rafael
Ratat - Nostrand / Léo
Death Cab For Cutie - I Will Possess Your Heart / Rafael
Esbjörn Svensson Trio - Leucocyte/I. Ab initio / Rafael
Death From Above 1979 - Romantic Rights / Rafael

Alice In Chains - Would / Rafael
Chevelle - The Fad / Rafael
Brutus - Golden Town / Vinão
Brutus - Spirit Of Time / Vinão
DJ Shadow - What Does Your Soul Look Like (Part 4) / Vinão
Albatross Overdrive - Bad Mama Jama / Vinão

Lip Colour Revolution - Smoking May Reduce The Blood Flow And Causes Impotence / Vinão
Marya Bravo - Cólera / Rafael
BlakRoc – Why Can’t I Forget Him / Rafael
Death Cabie For Cutie – Grapevines Fire / Rafael
Incubus – Here In My Room / Rafael
John Mayer – Vultures / Rafael
Max de Castro - Balanço Das Horas / Vinão
Max de Castro - Candura / Vinão

As músicas destacadas em azul são aquelas que... PUTAS QUE PARIRAM TODOS NÓS!!! COMO EU SOBREVIVI ATÉ HOJE SEM OUVIR ISSO!!!!!!! clap clap

Após catalogá-las, chegamos ao seguinte score:

Rafael - 13
Vinão - 7
Léo - 4
Gomes - 1

A família Cormack deve se orgulhar de deter mais de 50% da seleção. E você Jagynowfly... que decepção... tive de me desfazer da nossa aliança de matrimônio musical...

Menções honrosas a Radio Moscow, Stateless, Criolo, Black Angels, Tommy Guerrero e Shawn Lee que ficaram de fora, mas foram excepcionais indicações.

Bom, esta é apenas a 1ª parte. Quando terminar de ouvir tudo que foi postado em 2011, retorno com a 2ª parte. Obviamente não irei upar nada nos comments, haja vista que todas elas já foram devidamente postadas. Ou seja, tome vergonha na cara e ouça os materiais antigos.

E para 2012, desejo que o nível musical melhore cada vez mais, que as tags fiquem mais explicativas e que vocês ouçam minhas postagens. E que a Susan Coffey retribua meu amor por ela.

Susan, caso você leia este post (acho que o google tradutor vai ser um pouco falho, mas tenho esperanças), saiba que você é a mulher da minha vida e estou guardando minha pureza e inocência para a consumação de nosso amor.