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sábado, 17 de novembro de 2012

Gorilla X ainda na massa!

voltei.


HA-HA-HA, pensaram que eu tinha morrido né? Mas assim como nosso amigo Jason, eu SEMPRE volto. E volto honrando minhas raízes, e não cometendo desgraças do nível de Jason X. E volto no atalho sempre à frente de vossas pobres almas perdidas numa imensidão de mesmice e desgraça musical.

Dito isto, voltemos ao blog. Após um conturbado e preguiçoso afastamento, entro aqui e percebo que Rafael tem 36 posts registrados e eu tenho 33. Nessa hora eu respirei fundo, tomei coragem e fiz o que qualquer gorila com honra faria no meu lugar: Preparei 4 posts pra ultrapassá-lo e provar pra minha auto-estima que eu sou melhor que ele. Humpf!

E o primeiro da saga "come minha poeira rafael" é dos melhores e mais obrigatórios que já postei por aqui.


Dengue e Pupillo em cada ponta. Baixista e Batera do Nação Zumbi desde os primórdios. Aparentemente menos proativos musicalmente se comparados a Lúcio Maia e Jorge du Peixe (que você ainda não ouviu aqui, SEU HEREGE!).

Aparentemente.

3 na Massa é um projeto de 2008 com um único disco lançado, "Na Confraria das Sedutoras", reunindo samba, jazz, MPB, bossa nova e tudo que houver nestes extremos com uma dose exata de psicodelia. Cantado por mulheres. Belas mulheres. Sedutoras mulheres com poesias nas cordas vocais.

Breve teaser sobre o projeto:



Minha primeira impressão ao ouvir o disco é que pela primeira vez algo relacionado ao Nação não me remetia de imediato a Recife, suas periferias, seu centro antigo. Dessa vez o som transcende e soa algo mais cosmopolita. Mas com um tema universal sobre amor, relacionamentos, sexo, encontros e desencontros (não, não é aquele filme mais superestimado da década). Tudo com uma atmosfera sensual e intimista.

Cada música é cantada por uma voz feminina diferente. Ás vezes bem diferente. Várias (boas) atrizes que eu não fazia a mínima idéia que cantavam, tipo Alice Braga, Leandra Leal. Algumas cantoras já famosas como a Pitty, CéU. E outras cantoras que eu desconhecia mas me apaixonei perdidamente, com amplo destaque pra Nina Becker, a voz mais pura e suva que canta a melhor e mais bela música, "O Objeto".

Outros destaques são "Morada Boa" com uma levadinha meio samba, meio Chico Buarque,  e "Certa Noite", que já começa com uma poesia orgasmática. O detalhe é que todas as músicas que mais me atraíram são as cantadas por vozes desconhecidas, o que é incomum em projetos/parcerias onde as melhores composições são deixadas pras vozes mais conhecidas ao público em questão.

E garanto que toda a poesia, musicalidade, psicodelia e atmosfera retrô são bem mais apreciadas em noites de instrospecção.




Enfim, post perfeito pra esses tempos atuais neste blog que antes fedia a DST's e músicas do U.D.R., e hoje exala amor puro e sincero através de nossos nobres coraçõezinhos.











Te amo minha ruiva!

domingo, 30 de outubro de 2011

E se não tivesse o baixo?

Aposto que vocês já viram excelentes bandas sem vocal (Macaco Bong, Clutchy Hopkins); boas músicas sem bateria (Adriana Calcanhotto, Marina Lima); sem guitarra (não viu? aguarde os próximos posts do gorila); mas... e sem baixo? Sim é possível, mostro abaixo:


Cordel do Fogo Encantado!!! Banda natural de Arcoverde (PE), composta por Lirinha (vocal, poeta, letrista, escritor, intérprete, puta artista ducarai lokão de dorgas), Clayton Barros (violão) e o restante da magada na percussão. É o maior exemplo de música que não é apenas música. Poesia, literatura de cordel, interpretações circenses... Posso afirmar com convicção que em termos de espetáculo visual foi o melhor show que eu já vi na vida, lá na fundição progresso. Vale ressaltar que não foi preciso gelo seco pra compor a climatização do palco, a galera da pista se encarregou disso, queimando uma certa plantinha que esfumaçou o ambiente...


Uma pequena observação faz-se necessária. Caso você esteja por algum momento com intenção de pensar numa associação entre Cordel do Fogo Encantado e teatro mágico, vá procurar ajuda espiritual!!!!! Mas antes, tenho um pequeno recado à sua estupidez.


É meio complicado tentar distinguir o som deles. Mistura de manguebeat, tambores afro, MPB, enfim, é algo bem particular MESMO. Upei o 3º e último disco deles "Transfiguração", de 2006. O anterior "O Palhaço do Circo sem Futuro" também é foda, mas acho esse último mais regular. E pras viúvas do Planet Hemp, tem participação do B. Negão em 'Pedra e Bala'.
Algo notável na carreira do cordel, a maioria das músicas tem 2 nomes, é sempre algo do tipo: 'O sinal ficou verde (ou Além do bem e do mal)', quando o segundo nome, até onde eu entendi, é sempre alusão a algum livro.

Infelizmente e catastroficamente, a banda acabou em 2010, pois o Lirinha queria tomar outros rumos. E julgando pelo primeiro disco da carreira solo dele lançado mês passado, creio que o rumo dele será o mesmo do China. Advindo de uma banda com relativo reconhecimento, muda a sonoridade, recomeça do zero na carreira solo e esta atinge mais dimensão do que a própria banda originária.

Ao contrário de nosso amigo Rafael-menor-do-colírio-anal, não vou escrever o novo testamento não, até porque Ratzel me espera daqui a pouco com sua nobre erudição e imenso saber geográfico para um animado seminário a ser apresentado depois de amanhã, o qual até agora eu comecei a fazer tanto quanto você. Mas seguem alguns vídeos deles (do Cordel porra, num é do Ratzel com sua banda cover de Bee Gees não). Vejam e depois cheguem a conclusão que essas bandas que vocês postam, e seus respectivos músicos, ingerem pirulito do zorro perto da fritação do lirinha:

 

 
 
Enfim, tá ae um post cheio de poesia e amor sincero pra acabar com a rudez desse coração poluído por stoner de caminhoneiros.
Mas se naturalmente você ainda não ficou satisfeito, então toma ae um som stoner até o talo, repleto de linhas bem elaboradas de baixo pra você seguir em paz rumo a um lugar hostil:


domingo, 9 de outubro de 2011

COJONES

Antes de iniciar este post, farei uma rápida chamada:

- Respeito (presente)
- Mente aberta (presente)
- Senso de humor (presente)
- Diversidade sexual (presente)

Vejo que permanecem em sala alguns homofóbicos, bolsonaristas, e adeptos do orgulho hetero. Vocês podem (e devem) se retirar, pois o que vem a seguir não lhes diz respeito.



nooooooooooossa abiuga, essa sua produção tá um ESCÂNDALO

Bom, como muitos sabem, hoje é dia da parada LGBT em copacabana. Aproveitando a oportunidade, indico uma banda pra você libertar todo o seu lado bichona que é reprimido há tempos. Música pra sentar o rabo na frigideira e deixar cozinhar.



Textículos de Mary. A banda mais culhuda da história da MQB (música de qualidade brasileira). Vinda na segunda leva do Mangue Beat, a que o Abril pro Rock ajudou a divulgar no início do século. Punk na sonoridade, nas letras, no visual, na atitude. É algo como se Raimundos das antigas virassem travecos (ao invés de evangélicos...). Se você não sabe o significado de COJONES, veja e entenderá. Numa sociedade, num espaço e num movimento completamente preconceituosos e conservadores, nasce uma banda descaralhada, travestida, e cultuando a sodomia no palco, enfiando microfone naquele lugar que não bate sol, etc. Pegando toda a discriminação (de gays inclusive) e enfiando no cu. Nos seus cus.

Uma parada que não consigo entender, é que eles ainda assinaram com uma gravadora (Deckdisc) e lançaram dois discos!!!!!!!!! Com clipe na MTV e os caralho. Não é só uma questão de botar o pau na mesa. É quebrar a mesa com o pau, de tanta atitude.



Upei o disco de estréia dele(a)s, Cheque Girls de 2002. Basicamente punk, apesar de uma bem puxada pro reggae, a "Entradas e Bandeiras", que falando em puxar, fará alguns integrantes desse blog puxar pra dentro do pulmão algumas substâncias vegetais produzidas pela natureza. Tem também a "Menarca" uma baladinha que te levará às lágrimas (do olho de cima, por enquanto). E, claro, a "Propóstata" que é a declaração de amor mais linda, pura e poética que eu já ouvi na vida!!!

Pra finalizar, tem também o documentário contando a história da banda, do nascimento à alguns casos, com o depoimento deles e de alguns personagens da cena Mangue Beat, e do final da banda com sabotagem no show, desligando microfones (alguém ae vai se reconhecer nessa parte), polícia querendo dar porrada em todo mundo, querendo invadir o camarim. Altamente recomendado. Mas como eu sei que pras minhas postagens vocês seguem a linha dos patrióticos cavalos de raça no desfile de 7 de setembro (cagam, andam e são aplaudidos), vê então apenas o início dele com a lenda da criação da banda que é comédia pra caralho.