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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sobre meninos e HOMENS

Não, não estou de greve. Eu posto quando tenho lampejos criativos e espíritos obsessores da inspiração (ou falta dela) textual e pseudo-cômicas se apoderam de meu corpo. Isso quando o cansaço permite, pois realmente o trabalho e a masturbação sugam muito de minhas escassas energias. E foda-se quem achar ruim.

E só pra constar, eu fico tempos sem postar e quando vejo as estatísticas, tenho o mesmo nº de postagens que certas pessoas com listras no braço, que ficam postando protestos malcriados.

E sem piadinhas de 1º de abril por hoje, já tá sem graça pra caralho isso.


Bom, voltando à alegria geral de todos os domingos, vamos ao assunto de hoje:

Da esquerda pra direita: Colin Greenwood, Nick Oliveri, Leonardo Heranval Amorim, Andy Rourke e STEVE DIGIORGIO


Há alguns dias eu postei uma música no facebook que era ideal na diferenciação entre um mero baixista e um Kid Bengala da clave de fá. Mas é claro que a manada de mariposas que escreve nesse blog teve seus ouvidinhos desagradados e não deram a devida atenção. Então mais uma vez empurro guela abaixo de vocês porque o Chuck Norris das 4 cordas (ou 5) não pode ser ignorado.

eis um HOMEM


Previously on mural de Ciro Ferreira:


Apresento-lhes Steve DiGiorgio.

Certas pessoas merecem todo o respeito e devoção independente do gênero sexual. Sei que é difícil falar isso pra vocês, que só de olharem pra Josh Homme, Dave Grohl e outros fracassados, um furor homoerótico predomina ao ponto de pôsteres deles nus atrás da porta. Apesar que se tivesse um pôster nu do DiGiorgio, até eu colaria no meu armário.

Currículo desse baluarte do baixo:

Death - Uma das maiores bandas de todos os tempos, uma das maiores formações de todos os tempos (a do Individual Thought Patterns), um disco com as melhores linhas de bateria de todos os tempos (The Sound Of Perseverance) e todas as etcs de todos os tempos. Aos ignorantes: é algo como se Dream Theater virassem homenzinhos e resolvessem fazer músicas de macho.

Sadus - Obviamente, as melhores linhas de baixo do Thrash Metal. Que você já viu de exemplo aqui.

Sebastian Bach - eu sei eu sei. é um pecado capital listar esse viadinho decrépito depois das duas preciosidades acima. Mas vale o registro porque foi por causa dele que eu consegui ver o DiGiorgio ao vivo. Com a melhor formação que eu já vi em um show. A caricatura do que já foi o vocal do Skid Row, Mike Chlasciak e Ralph Santolla nas guitarras, BOBBY JARZOMBEK na batera e ELE no baixo. Ou seja, só maluco nervoso. Pelo menos houve bom gosto na hora da SELEÇÃO (tipo a do brasil de 70) dos músicos.

E ainda desfilou seus dedos sagrados no Iced Earth, Vintersorg, Control Denied, Testament e mais um porrilhão de banda que eu to sem saco de listar. Vai no wikipedia que ele te diz o resto.

Mas sabendo do gosto frescurizado, fundamentalista e preconceituoso das madames, não postarei nada de Metal que ele tenha participado. Irei me ater à sua brilhante e curta imersão no Jazz.


Projeto de Jazz/Fusion formado em 92 mas que só durou 2 Ep's com 5 músicas ao todo. Basicamente inspirado nas linhas de baixo e improvisações, acompanhadas de guitarra, bateria, sax e flauta. Coisa refinada mesmo.

Destaque pra The Pharaoh and the Nomad e o solo de baixo no final da Dark Hall que acaba com qualquer discussão e anula a relevância de qualquer argumento.

Uso de fretless (característica marcante dele), efeitos de pedal, e outros artifícios que lhe proporcionarão um legítimo eargasm. E só pra constar: é de longe o melhor projeto de jazz que já passou por aqui.


Último detalhe: dêem uma olhada no meu e-mail do hotmail e constatem o quanto eu amo este homem (RÁ!).

sábado, 14 de janeiro de 2012

Já que Segunda eu Não Venho...

Então meus caros vou ser sucinto


Como estarei viajando na Segunda, vou deixar minha contribuição por aqui hoje mesmo.
Vocês já ouviram falar é claro do BONOBO...Se não vai tomar no cu, não tá lendo o blog.
Átraves dele descobri a Bajka.

Nascida na Índia, criada nos berço brancos portugueses e negros sulafricanos.
Estudo música em Praga, sendo ela cantora, compositora, poeta e produtora.
álbum tema de hoje é "In Wonderland" de 2010, um Nu Jazz (????) com sua voz de jazz/soul

01. Intro
02. The Bellman’s Speech
03. The Landing
04. The Hunting
05. The Barrister’s Dream
06. Interlude
07. The Beaver’s Lesson
08. The Baker’s Tale
09. The Banker’s Fate
10. The Vanishing
11. Outro

São onze faixas que pedem o repeat ao fim da audição. A cantora é acompanhada pelos jazzistas Philipp Bernhardt (bateria), Daniel Regenberg (piano/rhodes) e Jerker Kluge (baixo), que também são responsáveis pela produção da obra.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Shawn Lee e Clutchy Hopkins - Clutch Of The Tiger


Oi, tô aqui.


Tava em dúvida no que postar, mas lendo o post do Gorilla Roots citando tão nobremente a coletânea Guantánamo Sounds me veio então a idéia para o post. Essa dupla que está presente na compilação e que agora vem nesse disco juntos. Diria que esse disco é até melhor que a seleção que fiz, o que me deixa puto, já que deu um trabalho do caralho para depois vir esses 2 putos num disco só e cagarem na minha cara.





Shawn Lee é um multi instrumentista famoso, já tocou com uma pá de gente famosa como Jeff Buckley(rip) e tudo mais, tem uma cacetada de discos e já fez parceria até com a sua mãe. Agora Clutch Hopkins, ninguém sabe ao certo o que é, ou quem é. Dizem que é um mendigo que se junta com a rapeize de tempos em tempos para fazer música, dizem que na verdade não existe e é a junção de vários músicos como Tommy Guerrero e dizem que é inclusive o próprio Shawn Lee fazendo graça pra enganar a malongagem. Bem, quem ele é de fato eu não sei, sei que se você curtir, baixe os discos solos desse fantasma que são muito bons mesmo.


Você acredita que esse é Clutch Hopkins?


O disco é do caralho, um dos melhores discos instrumentais que eu já ouvi...groove-jazz-triphop tudo junto . Você vai assistir seu pornozão com essa música de fundo e vai se sentir:



Vou indo nessa, só uma informação muito pertinente e que vai mudar sua vida: A próxima Guantánamo Sounds só deve sair no próximo ano do Macaco Rouco no calendário Chinês, mas a já lendária Stoner From Hell vai ganhar o volume dois muito em breve.


Fui!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

De novo de novo de novo


Tá foda...Jazz tá dominando o momento de se ouvir da minha vida.
Hoje trago ao cracudos DESLEIXADOS mais um cd de qualidade de jazz.
Na verdade um Mix de ao vivo que tenho do AVISHAI COHEN.
Baixista Israelense Judeu Rico do Caralho. Acompanhado sempre por bons músicos nesses shows ao vivo. E como acho que ao vivo o jazz se desenvolve melhor e se improvisa mais me motivou a trazer esse mix pra ôces.
Avishaizinho locão no baixo ai do lado depois de baforar 3 litros de cola de sapateiro.




CADÊ A COCA PRA ESSA GALERA CHEIRAR E POSTAR NOS DIAS CERTOS NA PORRA DESSE BLOG CARALHO!
Serve coca até de garrafa porque tá FODA! né!
Cirão pra botar essa galera na linha acho válido chamar esse nosso amiguinho aqui também
E SE NÃO POSTAREM DEVIDAMENTE VÃO FICAR ASSIM:



Enfim...Voltando ao post temos dois ao vivos misturados ai.
Chamo atenção para a faixa "Smash" que o próprio nome já dizUm é o "As Is...Live At The Blue Note" de 2006.
vem pra fazer suquinho do seu cérebro. "Etude" com uma levada de bateria de se respeitar
e claro puxando meu saco para "Bass Suite" com uma linha de baixo envolvente vem com agente.
Nesse ao vivo se tem:
.Avishai Cohen: Electric Bass
.Sam Barsh: Keyboards, Melodica
.Mark Guiliana: Drums
.Jimmy Greene: Soprano Saxophone



Eleven Wolves

O outro é foi gravado Jazz Stage em 2009, Leverkusen.
Nesse ele traz um quê de música árabe na levada do som
encantando Najas, Cepas entre outro objetos fálicos, além de ter mais vocais nesse álbum.
"Ma vi ela" com uma percusa foda bagaaaraio, Leolam com um vocal no final de lacrimejar amor pelos seios de buda. e PORRA "Eleven Wolves" é animal demais vai subindo subindo subindo até chegar ao pico do Hymalaia e te levar ao orgasmo selvagem da catuba manégleglegle.
formação nesse segundo ao vivo:
AVISHAI COHEN - bass, vocals
KAREN MALKA - vocals
SHAI MAESTRO - piano
AMOS HOFFMAN - oud, guitar
ITAMAR DOARI - percussion

Menor da brenfa disse que tem link la nos coments!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sem Mais



To aqui morto com farofa virado e foda-se
Sem tempo de blablabla
Vou direto ao assunto.
Parov Stelar and Band.
Um Jazz/Eletronico/Funk/Soul acho que é isso ai vai entender. Este é um album ao vivo.

Formação da banda:
  • Max the Sax aka Markus Ecklmayr (Sax)
  • Jerry Di Monza (Trumpet)
  • Beate Baumgartner (Vocals)
  • Gianna Charles (Vocals)
  • Cleo Panther (Vocals)
  • Willie Larsson Jr. (Drums)
  • Michael Wittner (Bass)
  • Parov Stelar (Programming)

Malz o post nas coxas mas é que tô na merda mesmo povo macabro das escolinhas infantis
para mais informações:

Garanto que é um som de ótima qualidade, muitas música de qualidades nesse album com 10 Faixas com vocais femininos vertiginosos de puro prazer.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Caralho, já ia esquecendo!


Foda-se você que não gostou de Mahavishnu Orchestra, pois vou postar DE NOVO com SEGURA MEU OVO.
Namoral esses caras são a base de todas as bandas infanto juvenis que vocês ouvem atualmente...
Não tem Muito que falar da PORRA desse SOM, OUVA ESSE CARAAAALHAAA!!!!! e expurgue sangue pelo ouvido.
"QUEM NÃO GOSTA, GOSTA E QUEM NÃO GOSTA CURTI"
Todas as músicas por John McLaughlin menos a "Cosmic Strut" de Narada Walden
  1. "Eternity's Breath, Pt. 1" - 3:10
  2. "Eternity's Breath, Pt. 2" - 4:50
  3. "Lila's Dance" - 5:37
  4. "Can't Stand Your Funk" - 2:10
  5. "Pastoral" - 3:41
  6. "Faith" - 2:01
  7. "Cosmic Strut" - 3:29
  8. "If I Could See" - 1:17
  9. "Be Happy" - 3:33
  10. "Earth Ship" - 3:43
  11. "Pegasus" - 1:48
  12. "Opus 1" - 0:25
  13. "On the Way Home to Earth" - 4:45
Esse é o segundo álbum gravado pela segunda formação do Mahavishnu:

  • John McLaughlin - Guitarras e Voz
  • Steve Kindler - 1º Violino
  • Jean-Luc Ponty -Violino, voz, violino elétrico
  • Raphe Armstrong - Baixo e Voz
  • Philip Hirschi - cello
  • Bob Knapp - Flauta,trompete, fliscorne, Voz
  • Narada Walden - Percussão, Bateria e Voz
  • Gayle Moran - Teclados, voz
  • Carol Shive - 2º Violino, voz
  • Russell tubbs - Sax soprano e alto

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Enfim, Jazz.





Agora sim.

Inauguro a sessão “Duvido que você já tenha ouvido isso!” postando o disco Leucocyte, do Esbjörn Svensson Trio.

Qualquer coisa que eu postasse depois da obra-prima postada pelo Léo ontem corria o risco de passar batido, mas com o E.S.T. o nível das postagens continua elevado.

O trio foi formado na Suécia em 1993, composto por Esbjörn Svensson no piano, Dan Berglund no baixo, e Magnus Öström na bateria.

Leucocyte é um trabalho de 2008, e pra quem gosta de informações irrelevantes, mas bizarras, só foi lançado após a morte de Esbjörn Svensson, principal mente por trás do grupo. Svensson foi pros ovos numa sessão de mergulho. (Você mergulha, né Gomes?)

Resultado de 2 dias de gravações de jams sessions do trio em um estúdio Australiano, este é um disco belíssimo, mas difícil de ser ouvido. É o disco mais experimental e complexo do E.S.T. Sabe todos aqueles elogios pseudo-intelectuais que você leu a respeito de alguns álbuns do Radiohead? Então, encaixam-se aqui. Cerebral, complexo, denso, belo, leve, viajado, tudo isso ao mesmo tempo. Esqueça aquele jazz alegrinho conduzido no Ride, e nas teclas brancas do Piano. Em alguns momentos a porrada come solta, com muita distorção e peso.


O cd abre com a bela ”Decade” uma composição curta unicamente no piano. Segue na longa viagem “Premonition/I.Earth”, que mostra o que vai ser o restante do disco: alternância de momentos delicados, com momentos de pura fritação. Quando a faixa chega no seu estágio final, com uma caralhada de efeitos e repetidos toques simples na caixa do baterista Magnus Öström, se você não estiver chapado, logo vai querer cheirar talco, beber perfume, fumar samambaia, sei lá.


Depois, pra você respirar, vem a parte 2 de “Premonition: Contorted”. Linda melodia no piano, e um baixo acústico suave, groovado e presente.

A mais “tradicional” do disco, é a quarta, que leva o sugestivo nome de “Jazz”. Não poderia ter um nome melhor. Keith Jarret ficaria orgulhoso.




Gênio.


A vontade que me dá é de falar de todas as faixas, mas vamos para a minha favorita, que é a primeira parte da homônima do disco, “Leucocyte: Ab initio”. Uma fritação fudida. Peso, viagem, groove, beleza, tá tudo aqui. E são só 3 caras improvisando. Coisa linda.

A segunda parte dessa música, “Ad Interin”, é 1 minuto de completo silêncio. Vai saber porque. Acho que era uma preparação para a bizarra viagem experimental “Ad mortem” que testará sua paciência, pois são longos 13 minutos de um início promissor, seguidos por uma série de ruídos irritantes, mas que terminam com uma lindíssima melodia ao piano.

Descobri esse grupo através do Léo (a quem sou eternamente grato...) que me mandou esse vídeo. Uma versão mais curta, que foca mais no peso e na primeira parte da faixa “Leucocyte” com um pequeno clipe que se encaixa muito bem ao clima denso da mesma.



Enfim, praqueles que torcem o nariz pro Jazz, fica um disco que traz além do bom e velho ritmo americano, pitadas de rock, música clássica, e elementos de música eletrônica. (Kraftwerk?) Vale a pena deixar de ser preconceituoso e ouvir/sentir/fumar este cd.

Como de costume, se contente com o vídeo. Espere à noite pra baixar o disco. Vc esperou toda sua vida pra conhecer isso, vc guenta mais um pouquinho.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Viajolândia mandou pra cá.


Hoje trago algo superior a mente humana.
Mahavishnu Orchestra, criada em 1971 por John Mclaughlin.
Na foto ao lado temos da esquerda pra direita os monstregos: Jerry Goodman (Jesus aprendeu violino só pra tocar nesta banda), Jan Hammer (Cachorrinho dos Teclados), John McLaughlin (Chimbinhas Style na Guitarra), Billy Cobham (BateMacumba no tambor furado), Rick Laird (Feinho dos Graves). Está foi a primeira formação da banda que acabou em 1976 e depois voltou (com outra formação) de 1984/1987, mas esta história ficar pra outra latada.
Bom vou deixar aqui para vocês terrestres e brancos de pele o Álbum Perdido desses juvenis.
Gravado em 73, mas só foi lançado em 1999 a maioria das faixas deste álbum foram gravadas em CD's posteriores. São 6 músicas que devem ser apreciadas com carícias em seus 38:29 MIN.
  1. "Dream" (McLaughlin) - 11:06
  2. "Trilogy (The Sunlit Path / La Mère De La Mer / Tomorrow's Story Not The Same)" (McLaughlin) - 9:30
  3. "Sister Andrea" (Hammer) - 6:43
  4. "I Wonder" (Goodman) - 3:07
  5. "Steppings Tones" (Laird) - 3:09
  6. "John's Song #2" (McLaughlin) - 5:53
É isso ai, vale apena falar muito mas não apenas ouvir algo que é a base histórica para todo o Rock Instrumental e Lisérgico Planetário.

uma "WONDER" literalmente
e pra quem quiser um amor pra eternitade show na integra das antigas.