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domingo, 4 de setembro de 2011

Músicas para desonrar o 5º mandamento

AVISO: POST INADEQUADO PRA OUVIDINHOS SENSÍVEIS TRATADOS COM COTONETE DE ALGODÃO-DOCE!

Sou uma pessoa um símio extremamente preocupado com o conteúdo e qualidade musical deste blog. Nos últimos dias tenho recebido mensagens de populares do leste europeu me questionando se um grupo de velhos pseudo-intelectuais de direita haviam invadido o blog. Foi um show de frescurite aguda em forma de música. Trios de Jazz com músicas de 17 minutos contemplando o silêncio e o som das cachoeiras de florestas temperadas, músicos que tocam fagote com a benga, e outras bizarrices que não merecem ser contempladas como refinamento e sofisticação musical.

Sendo assim, seguindo sugestões, indico algumas músicas pra você invocar seu "dark passenger" e colocar em prática aquilo que a natureza vem tentando há algum tempo, o extermínio da raça humana. Mas antes disto, convoco um ser que pouparei adjetivos em prol do limite de caracteres:


Dexter aprovou a seleção das músicas. Caso você discorde, basta deixar nome, telefone e endereço nos comments que ele irá até você lhe dizer umas verdades. E tem a porra toda, Thrash Metal, Black Metal, Post-punk, Deathcore, Trip Hop, e o predomínio de Industrial. Anyway, segue abaixo as principais músicas com a descrição e os detalhes de cada uma:

Dimmu Borgir - Puritania  Primeiramente ela: a música mais inspiradora do post. Essa música me faz lembrar minha infância, onde eu descartava os livros da disney, e me concentrava nas lendas da Condessa Elizabeth Bathory, que são excelentes contos infantis. Música que dá vontade de reviver a cena da primeira morte do (péssimo) Albergue 2: deitado numa banheira, uma pessoa pendurada acima, e vários golpes de foice com o sangue inundando a banheira.

Rob Zombie - House of 1000 Corpses  segundamente ele: o ser mais psicopata, mais doentio da história da boa música. Diretor de bizarros filmes de terror, essa é a música-tema do filme homônimo. Não vou descrever o que me dá vontade de fazer ao ouvir esta canção por risco de internação e restrição ao convívio social.

Marilyn Manson - Apple of Sodom  anote aí: essa música ainda será repetida por aqui. Dá vontade de matar uma daquelas mulheres com trajes BDSM num sexo selvagem.

Static X fet. Fear Factory - Burning Inside  música originalmente do Ministry, mas esse remix tá animal demais. Vontade de matar a todos usando uma serra elétrica, bastante sangue espirrando, coisa bem suja mesmo.

Atari Teenage Riot - Speed  vontade de sair matando todo mundo numa boate muito djoidjo de ácido.

Bring Me The Horizon - Diamonds Aren't Forever  vontade de matar alguém com um taco de beisebol espancando até deformar todo o corpo. Simples.

Amon Amarth - The Pursuit of vikings  vontade de incorporar o espírito viking e matar tribos rivais a machadadas nas florestas nórdicas.

Slayer - Dead Skin Mask  essa é pra matar virgens num ritual macabro.

Q Lazzarus - Goodbye Horses  música emblemática e até destoante das outras. Essa ae toca no Silêncio dos Inocentes, numa das melhores cenas da história do cinema e vale como homenagem a outro ídolo meu de infância, Dr. Hannibal Lecter (apesar da cena não o envolver). Muita vontade de escalpelar peles humanas ouvindo isso.

Burzum - Dunkelheit  depois de toda a matança e sangue derramado, e após Butterfly Caught do Massive Attack, você pára e começa a refletir sobre a existência humana. Fica deprimido, corta os pulsos e contempla seus últimos momentos de vida com esse som atmosférico.


Então é isso, ouça despertando seus instintos mais primitivos e não me responsabilize pelas consequências. E pra quem ainda naturalmente não gostou, pegue uma partitura para concerto de oboé em f# maior, enfia no cu e roda.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

At The Drive-In – Relationship Of Command





Voltando à programação normal, ainda não vai ser nesse post que irei recomendar um cd desenterrado das profundezas do espaço, que só os mochileiros das galáxias conhecem...

A Crackolândia com certeza já ouviu falar dessa banda, mas como não sei se deram à ela a atenção merecida, recomendo meu cd favorito desse quinteto formado no Texas em 1994 e que acabou em 2001 - o que não foi ruim, visto que das cinzas nasceu o The Mars Volta, uma das minhas bandas favoritas.

Relationship Of Command é o terceiro e último cd desta banda alternativa/punk/post-hardcore, lançado em setembro de 2000. Foi o cd que mais próximo chegou de fazer sucesso, com o single “One Armed Scissor” chegando a ficar conhecida da galera alternativa/antenada/baixadoradetudo.

Obs.: Com a informação acima, Ciro provavelmente não irá gostar do cd, já que se chegou à fazer sucesso, então é lixo...

Da esquerda pra direita: Omar Rodríguez-López, Jim Ward, Tony Hajjar, Paul Hinojos, e Cedric Bixler-Zavala. (Haja Shampoo!)



Pra galerinha roots que fica esperando tocar Rage pra ir pra rodinha de porrada nas festinhas alternativas, a trinca de abertura desse cd é um convite ao comportamento primitivo.

O destaque desse cd pra mim é a sétima música, “Enfilade”, que conta com a ilustre participação de Iggy Pop (que também canta na música seguinte, “Rolodex Propaganda”) na introdução, dando voz a um seqüestrador. A intro viajada de guitarra é simples porém fantástica, e a linha de baixo dessa música é de fazer inveja ao Flea. Sem contar que é impossível não querer cantar junto quando o Cedric começa a berrar “Freight, Freight train coming!” repetidamente no refrão...

Outra música desse cd que eu gosto pra cacete, é “Quarantined”, a nona musica do disco. Uma viagem de 5:25, que começa com sons de trovões, chuva, e vento (Vai Planeta!) na introdução. A música tem uma melodia foda bagarái, sendo que aos 3:53, ela atinge um estágio simplesmente sublime, com direito a batidas processadas, linhas de baixo e piano simples, porém lindas, pra depois voltar ao refrão mais pesado, e terminar com os sons de tempestade da forma como começou. Coisa fina.

At The Drive-In pra mim é uma banda pra dar aquela ouvida quando você estiver com bastante ódio no coração e vontade de descarregar seus sentimentos mais feios e bobos pra cima de alguém. Relationship of Command dá uma aliviada nessa raiva toda, e alterna esses momentos de ódio, com alguns (raros) momentos mais viajados e calmos. “Non-Zero Possibility”, a penúltima do disco é um desses momentos, remetendo bastante ao Amputechture, 3º disco do The Mars Volta. (Fikdik pra uma futura recomendação, hein...)




P.S.: Postei essa cepa no meu trabalho pq meu Note tá um caralho de asa pra abrir os sites, então aguardem eu chegar em casa pra postar o link, porra!


Edit: Postando agora o link nos comentários.