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domingo, 22 de julho de 2012

Chupa essa, Ana Maria Braga!

Hoje acordei me sentindo um legítimo chef francês. Então é dia de receita na suamãe. Pega uma bic, um papel de pão e vai anotando ae:



Ingredientes:

- 498g Batidas de big beat
- 358g de digital hardcore
- 784g de chapação eletrônica
- 1,5kg de melodias acachapantes
- 183g de peso industrial
- 2kg de vocal doidão estilo system of down

Modo de preparo:

- Unte com extrato de mercúrio todos os ingredientes naquela fôrma que vocês fizeram um rocambole canábico, e que ainda tá suja encima da pia esperando um milagre de deus para ser lavada
- Espanca esse papagaio maldito ae que fica contando piada enquanto você se concentra na receita
- Note que os efeitos lisérgicos do ácido ingerido alguns minutos antes já começam a fazer efeito, mas mesmo sem sentir as mãos, misture os ingredientes no sentido noroeste-sudeste
- Limpe a baba que já está escorrendo sob seu queixo
- Bata todos os ingredientes no liquidificador até acontecer isto
- Pegue o que restou e coloque no forno. Mas é pra botar junto com a fôrma, num faz que nem o didi e taca tudo lá dentro não
- Tão breve quanto a próxima vinda de cristo, desligue o forno e sirva a mesa

Convoque toda a sua família para desfrutar do resultado:


Eis o resultado de todos os seus esforços culinários, Mindless Self Indulgence.

A minha primeira contribuição a série: "Duvido que você já tenha ouvido isso". Não pela banda ser underground pra caralho, mas por vocês ainda não terem saído do casulo que aprisiona seus horizontes além do stoner caminhoneiro e viadices introspectivas. Principalmente quando esta introspecção se dá através do canal prostático.

Conheci essa banda pelo sagrado song pop, na viciante Shut Me Up:


Como domingo passado algumas viagens pelas savanas do norte fluminense me impediram de postar, hoje a suamãe vai parir gêmeos. E são gêmeos siameses, visto que são os dois últimos (e melhores discos) dessa banda descaralhada:

You'll Rebel to Anything de 2005
e IF de 2008

Reparem que ambas as capas são conceitos simples, mas que eu achei bem boas. Então foda-se sua opinião de merda.

A musicalidade de ambos pode ser descrita na receita listada no início do post. Uma mistura repleta de porralouquice envolvendo System of a Down, Atari Teenage Riot e The Prodigy, só que mais melódico. Inclusive uma das faixas desse disco de 2005 esteve presente no volume 1 de minha sagrada coletânea do post anterior. Mas esse segundo disco ainda supera o anterior (que já é foda), constatem.

E como recebi reclamações infundadas mimizescas em tom de críticas construtivas acerca de um final (ou falta dele) no meu último post:



Tenha certeza que quererás este final em sua vida.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Post(ei) Rock


Bem, volto depois de muito tempo a postar algo da esquecida categoria “Duvido que você já tenha ouvido isso.”

Descobri essa banda através de um excelente blog que o Léo tinha me passado há alguns anos atrás. Tenho que lembrar qual o nome desse blog... tinha MUITA coisa foda lá, e de lá extraí essa pérola.

Que não acho informação NENHUMA em lugar nenhum.

Os caras do Homesick For Space fazem um Post Rock de primeira, remetendo à Mogwai, God Is An Astronaut, Toe, Tristeza e Macaco Bong.

Coisa fina.

Ao “Googlar” o nome da banda, achei esse site:


http://www.homesickforspace.com/, que fala de exploração espacial, NASA, e tem um banner no alto da tela com o telefone do disque-sexo.

O máximo que posso te dizer, é que o nome desse cd é Unison, lançado em 2003. Não faço ideia se é o 1º, ou 5º cd deles, quantos são na banda, quem são, enfim, esse meu post é o menos informativo de todos. Pelo menos não ficarei me estendendo infinitamente como de costume.

O cd todo é bom para caralho, mas recomendo ouvir com atenção a trinca de abertura “Unison”, “Drop Your Mask”, “Sink Or Swim” – que tem uma guitarrinha matadora cheia de reverb aos 55 segundos, a sétima “Echo Of Your Eyes” e sua linda melodia no piano, a décima faixa, “Smoke And Steam, que é uma das melhores coisas que já ouvi na vida, e a faixa de encerramento, “Convictions”.

Enfim, disco fundamental pra quem curte Post Rock. É daqueles discos que vc não entende como NINGUÉM conhece.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Enfim, Jazz.





Agora sim.

Inauguro a sessão “Duvido que você já tenha ouvido isso!” postando o disco Leucocyte, do Esbjörn Svensson Trio.

Qualquer coisa que eu postasse depois da obra-prima postada pelo Léo ontem corria o risco de passar batido, mas com o E.S.T. o nível das postagens continua elevado.

O trio foi formado na Suécia em 1993, composto por Esbjörn Svensson no piano, Dan Berglund no baixo, e Magnus Öström na bateria.

Leucocyte é um trabalho de 2008, e pra quem gosta de informações irrelevantes, mas bizarras, só foi lançado após a morte de Esbjörn Svensson, principal mente por trás do grupo. Svensson foi pros ovos numa sessão de mergulho. (Você mergulha, né Gomes?)

Resultado de 2 dias de gravações de jams sessions do trio em um estúdio Australiano, este é um disco belíssimo, mas difícil de ser ouvido. É o disco mais experimental e complexo do E.S.T. Sabe todos aqueles elogios pseudo-intelectuais que você leu a respeito de alguns álbuns do Radiohead? Então, encaixam-se aqui. Cerebral, complexo, denso, belo, leve, viajado, tudo isso ao mesmo tempo. Esqueça aquele jazz alegrinho conduzido no Ride, e nas teclas brancas do Piano. Em alguns momentos a porrada come solta, com muita distorção e peso.


O cd abre com a bela ”Decade” uma composição curta unicamente no piano. Segue na longa viagem “Premonition/I.Earth”, que mostra o que vai ser o restante do disco: alternância de momentos delicados, com momentos de pura fritação. Quando a faixa chega no seu estágio final, com uma caralhada de efeitos e repetidos toques simples na caixa do baterista Magnus Öström, se você não estiver chapado, logo vai querer cheirar talco, beber perfume, fumar samambaia, sei lá.


Depois, pra você respirar, vem a parte 2 de “Premonition: Contorted”. Linda melodia no piano, e um baixo acústico suave, groovado e presente.

A mais “tradicional” do disco, é a quarta, que leva o sugestivo nome de “Jazz”. Não poderia ter um nome melhor. Keith Jarret ficaria orgulhoso.




Gênio.


A vontade que me dá é de falar de todas as faixas, mas vamos para a minha favorita, que é a primeira parte da homônima do disco, “Leucocyte: Ab initio”. Uma fritação fudida. Peso, viagem, groove, beleza, tá tudo aqui. E são só 3 caras improvisando. Coisa linda.

A segunda parte dessa música, “Ad Interin”, é 1 minuto de completo silêncio. Vai saber porque. Acho que era uma preparação para a bizarra viagem experimental “Ad mortem” que testará sua paciência, pois são longos 13 minutos de um início promissor, seguidos por uma série de ruídos irritantes, mas que terminam com uma lindíssima melodia ao piano.

Descobri esse grupo através do Léo (a quem sou eternamente grato...) que me mandou esse vídeo. Uma versão mais curta, que foca mais no peso e na primeira parte da faixa “Leucocyte” com um pequeno clipe que se encaixa muito bem ao clima denso da mesma.



Enfim, praqueles que torcem o nariz pro Jazz, fica um disco que traz além do bom e velho ritmo americano, pitadas de rock, música clássica, e elementos de música eletrônica. (Kraftwerk?) Vale a pena deixar de ser preconceituoso e ouvir/sentir/fumar este cd.

Como de costume, se contente com o vídeo. Espere à noite pra baixar o disco. Vc esperou toda sua vida pra conhecer isso, vc guenta mais um pouquinho.