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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Foda-se.

Bem, mudo o foco desse blog momentaneamente, pois apesar da ideia inicial ser de “recomendações musicais alternativas”, a fonte está começando a secar e a falta de criatividade tá batendo.

Pela segunda vez, venho por meio desta recomendar-lhes um filme. Sim, um filme, foda-se.

Mr. Nobody.

Filme belga dirigido por Jaco Von Dormael, (QUEM?) e protagonizado pelo excelente e subestimado Jared Leto, (Clube da Luta (\o/), Senhor das Armas, Garota Interrompida, Além da Linha Vermelha, Réquiem para um Sonho (\o/²), Lenda Urbana (!!!), entre vários outros, além de ser vocalista da banda 30 Seconds to Mars) este é um filme difícil de classificar. Chutaria Drama / Romance / Ficção Científica.

O filme se passa no ano de 2092. O protagonista Nemo Nobody, está com 120 anos, é o ser humano mais velho e também o último mortal do mundo. Misturando Teoria do Caos, Universos Paralelos, Efeito Borboleta, (a parte em que um brasileiro ao fritar um ovo influencia num encontro amoroso de Nemo é genial), e sim, uma excelente dose de romance, (me remetendo à “Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças”, meu filme favorito do gênero), acompanhamos Nemo narrar as lembranças de sua vida, neste que é o último dia dela.

A maneira como a história é contada não é nada linear, o que pode gerar uma tremenda confusão no início. Resumindo grosseiramente: Nemo conta para um entrevistador como foi sua vida, através de lembranças de diversos momentos marcantes dela. Só que Nemo mostra sua vida como teria sido se... se ele tivesse ficado com sua mãe, ou com seu pai, se ele tivesse se casado com cada uma de suas paixões, inclusive sua paixão adolescente, Anna.




Anna e Nemo. Casal lindz.


Enfim, uma viagem só. E taí a beleza do bagulho. É simplesmente genial, isso. Uma caralhada de Se’s enfileirados uns após o outro. Desde escolhas simples, à escolhas que mudarão pra sempre a vida de Nemo.

Nem vou falar da parte técnica do filme. A fotografia atochada de cores é fantástica. Figurino e som também são excelentes. Tudo bem que as referências a tudo ao mesmo tempo podem acabar confundindo, (como a estória dos anjos, da onde saiu aquilo?) mas alguns momentos são simplesmente genais.

Enfim, vou ficar aqui babando e babando em cima do filme, nessa verborragia sem fim, contando spoilers e mais spoilers, e mesmo assim vocês não se darão ao trabalho de assisti-lo.

Mas aí, fica a pergunta:

E se vocês seguissem meu conselho, largassem a porra do Pornotube, e fossem assistir ao filme? Aposto que alguma coisa mudaria dentro de vocês após essas 2 horas de exibição.

Em mim mudou. Continuo sendo o mesmo filho da puta que se martiriza por uma caralhada de “se’s”, mas como o filme bem conclui, não há escolhas certas ou erradas, apenas escolhas. Ou seja: título do post.

P.S.: Eu falo praaaaaa...

sábado, 6 de agosto de 2011

Snatch - Filme + Trilha Sonora


Bem, inaugurando a ideia muito bem dada pelo Vinícius de falar sobre qualquer porra no sábado, vou aproveitar essa postagem extra/liberada/libertinosa pra continuar fazendo recomendações, mas desta vez de um filme (e de brinde sua excelente trilha sonora), que inclusive comentei essa semana com Cirão.

Snatch, Porcos e Diamantes” é um dos filmes mais subestimados de todos os tempos na minha opinião. Lançado em 2000, dirigido pelo Guy Ritchie (aquele que comia a Madonna), com um elenco fuderoso (Brad Pitt, Benício Del Toro, Jason Statham, Vinnie Jones e mais uma galera boa) é pra mim um dos melhores filmes do gênero Policial/Suspense que já vi.

Com uma boa dose de comédia, e trocentas reviravoltas, o filme de apenas 1 hora e 44 minutos de duração diverte e entretém como poucos.

Brad Pitt está simplesmente sensacional como o boxeador cigano Mickey O'Neil. Tentar entender o que ele fala é missão impossível, e seu sotaque é hilário.

Stathan: "Tá achando que é mole, playboy, bancar o porrador? Tá achando que aqui é o Clube da Luta?"

Falando em sotaque, o sotaque britânico/canastrão de Statham também merece destaque. Statham, aliás, é o Bruce Willis da nova geração. Carismático pra cacete, fazendo trocentos filmes de ação, e sempre parecendo interpretar o mesmo personagem.

O filme é sobre uma série de acontecimentos que se cruzam, envolvendo o ladrão de diamantes viciado em apostas (Del Toro) que precisa vender os diamantes do seu chefe, mas acaba se envolvendo numa jogatina e se fode todo; um promotor de lutas clandestinas de boxe (Stathan) que tenta convencer Brad Pitt à lutar por ele, o que acaba conseguindo depois de uma trágica reviravolta na vida do cigano desencadeada pelo Tijolão (o bandidão da área interpretado por Alan Ford) que também está de olho nas pedras preciosas, e uma negada atrapalhada que acaba se envolvendo com os diamantes do Del Toro e tentam se dar bem, mas são burros e atrapalhados demais pra isso.

A trilha sonora merece um post à parte, contendo pequenas pérolas e excelentes momentos, com algumas vinhetas extraídas dos diversos diálogos afiados do filme.

Diamond” do Klint, a primeira do cd, tem uma das linhas de baixo mais “cool” que eu já ouvi e um riff fuderoso no final, digno dos melhores momentos do Kasabian. “Oversser”, do Supermoves é praquela galera quegostadebalinhanarave. De brinde, tem “Angel”, do Massive Attack e “Fucki’n In The Bushes”, do Oasis. Adivinhem? Tem uma da Madonna também: “Lucky Star”. Tem até Reggae nessa porra: “10cc”, do Dreadlock Holiday.

Mas eu fritei mesmo na 11ª do disco, a “Disco Science”, do Mirwais. Devo ter ouvido essa porra no repeat umas 10 vezes seguidas. Sem contar que essa música embala o melhor momento do filme pra mim, que é quando rola uma caçada, e os cachorros perseguem uns coelhos lá, ao mesmo tempo em que rola uma perseguição dos capangas do Tijolão em cima da negada atrapalhada. Além da comparação genial entre as 2 sequências, a maneira como a caça aos coelhos foi filmada enquanto a música atinge o climax é linda. Nesse momento você percebe que não tá assistindo a qualquer porra.

Lembrando muito o “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, filme de 1998 do Ritchie, pois além do roteiro e da estética parecidos, também contava com alguns dos atores que participaram de Snatch (Stathan, Vinnie Jones, Del Toro, Jason Flemyng).

Snatch é um dos meus filmes favoritos. Trilha sonora excelente, assim como a (talvez manjada) história, com ótimas reviravoltas, situações divertidas e grandes personagens. Aproveita esse final de semana de merda e veja esse filme.

Depois de me agradecer, pode vir me dizer que eu sou foda, sou melhor que seu marido, que na cama eu te esculacho...



Vitinho mandou dizer que tá rolando um super pack com Filme + Legenda + Trilha Sonora nos comentários.

Digdin Digdin.