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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Antes tarde do que nunca!


Boa noite.

Mandei mensagem pro Léo, e como ele não respondeu, troco por livre e espontânea vontade meu dia de postagem com ele. (bem, tirando que ontem foi aniversário do nosso preto mais querido, ele deve estar bêbado até agora...) Mas vamos ao que interessa...

A preguiça é um mal que assola 70% da população mundial. (Os outros 30% ficaram com preguiça de participar da pesquisa.) Por conta disso, deixo uma caralhada de cds pra ouvir depois. Cd’s que eu sei que vou gostar pra caralho. Mas aí eu penso:

1 - Tenho que jogar pro meu celular pra ouvir.
2 – Tenho que estar atento pra poder avaliá-lo.
3 – Tenho que sair da zona de conforto de ouvir Tame Impala e ouvir algo novo.

Olha só quanto trabalho?

Então acabo deixando passar oportunidades de descobrir (mesmo que 9 anos após o lançamento) discos como esse:

BNegão & Seletores de Frequência – Enxugando Gelo

Taí um cara subestimado pra caralho. Por muito menos, ex-membros dos Titãs e outras bandas idosas dos anos 80, Lenines, e outros malas da MPB são endeusados. Talvez eles até mereçam, mas por que uns recebem tanto reconhecimento e outros não?

Pensei em alguns motivos:

1 – Bnegão é preto.
2 – Bnegão é inteligente.
3 – Bnegão mete o dedo na ferida.
4 – Bnegão não vai no Faustão e nem na Xuxa.
5 – Bnegão não é casado com a Mallu Mader.
6 – Bnegão não sofreu um acidente de ultraleve, matou a esposa, ficou paraplégico e comoveu o país.
7 – Todas as anteriores.

Porra, Enxugando Gelo é muito mais criativo, ousado e impactante do que MUITOS discos nacionais de rockendeusados, como Cabeça Dinossauro da Pior banda de todas as semanas, ou Selvagem do Paralamas. (Preciso escrever que esta é minha humilde, sincera, e claro, correta opinião?) Urbano, Contemporâneo, bem humorado, político, poético, musical... até o nome do disco é foda.

Procurando informações sobre ele, cheguei a esse SENSACIONAL artigo, que não tem nada haver com o cd por sinal. (É por isso que amo a internet!)


Segue um trechin:

“Práticas que se enquadram no quesito "enxugamento de gelo"

  • Auxílio Doença: Benefício concedido pelo INSS para pessoas que não possuem condições de trabalhar devido a doenças. Por receberem o benefício, muitas pessoas nunca voltam a se dizer saudáveis
  • Bolsa Família: Projeto destinado a auxiliar famílias desamparadas com um valor utilizado para pagar o lanche das crianças que trabalham nos semáforos, não estudam e continuam dependendo do bolsa família.
  • Vigilantes do peso: Grupo que visa a transformação de mamutes em senhoras cheinhas, que assim que se deparam com as delicias do leite condensado retornam a sua forma original
  • FEBEM: Unidade destinada a recuperar menores infratores, e na qual os menores aprendem como cometer outras infrações, retornando à instituição alguns meses depois receberem alta, porém com crimes maiores.
  • COPA TOYOTA (Intercontinental): Partida tira-teima promocional organizada pelo fabricante de automóveis Toyota entre os times Campeões da América e da Europa. Muitos antigos vencedores da disputa tentam, em vão, convencer a FIFA e os professores de geografia que o vencedor da partida seja considerado Campeão do Mundo.”
Genial, né? (engraçado, sempre pensei isso com relação à famigerada Copa Toyota...)

Mas voltando ao cd, você de cara pensa: “Ah, essa porra deve ser um disco de Hip-Hop!” 

Se fode aí! Rock, Reggae, Dub, Hardcore, Jazz, Funk, Soul, Rap, Hip-Hop, Samba... o disco é uma mistura do caralho, e por mais heterogênea que possa parecer, tudo se encaixa.

Tá certo que a banda do cara é afiadíssima, e conta com feras como o virtuoso Pedro Selector nos trompetes, e os migs da Rockz: Nobru (no baixo!!!) e Muzak nas guitarras e nos vocais. Numa de suas últimas gravações, pois foi morto no ano de lançamento deste cd, em 2003, Sabotage canta/versa em “Dorobo”.

O Groove de “(Funk) Até o Caroço, os versos e metais afiados de “Nova Visão”, a clássica “A Verdadeira Dança do Patinho” são só alguns dos melhores momentos desse discaço de 13 músicas.


Entra no meu Top 10 de discos nacionais FÁCIL.  

P.S.: O encerramento do cd com “Processo” e “Prioridades” é catártico.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

TV On The Radio - Nine Types of Light


Boa noite, amiguinhos.

Como bem disse o Léo, pondo fim a toda essa briga de egos e testosterona que permeia o blog, venho com um post cheio de amor pra vocês.

Apesar de toda minha malemolência, charme e estilo,



meus ensinamentos foram ignorados, deturpados e deixados de lado, e o único que aceitou meu desafio foi o Gomes, (Por sinal ele é o único ser desta bagaça - ele ainda faz parte disso aqui? - que eu respeito, pois pra ele o amor não tem barreiras, nem de sexo, de credo, de peso, e nem de idade, né Michael?) então ponho fim à tentativa de ajudá-los. Conforme comentei no meu último post, a ideia da coletânea "Trimba Songs" era pra ajudar a criar um clima que levasse a maldita à liberar a periquita. Não pra usar enquanto você bate na cara dela com a chibata.

Mesmo com toda a falta de tato de vocês, minha (falta de) humildade não me permite deixar de passar-lhes um último ensinamento:

Voltando ao que interessa, (afinal este era um blog de música, certo?) posto pra você o quinto álbum (lançado no início do ano) desse grupo que eu, do alto de toda minha sabedoria, deixei passar despercebido por muito tempo. Mesmo após ler, e ouvir falar sempre positivamente sobre esta banda.

Os caras fazem um som refinado, que é difícil definir. Recheado de Groove, vai do Pop ao Soul, do Jazz ao rock com levadas eletrônicas. No Wikipedia, eles são definidos como Art Rock. (???)


O TV On The Radio é formado basicamente por 5 integrantes, Tunde Adebimpe (vocals/loops), David Andrew Sitek (guitars/keyboards/loops), Kyp Malone (vocals/guitars/bass/loops), Jaleel Bunton (drums/vocals/loops/guitars) and Gerard Smith (R.I.P. - bass/keyboards), mas contam sempre com diversas colaborações em seus álbuns (David Bowie, Yeah Yeah Yeahs...) e com vários músicos nas suas apresentações ao vivo.

Esse cd já me conquistou pelo título, pois “Nine Types of Light” é pra lá de foda, diz aí? É também o último cd a contar com a participação de Gerard Smith no baixo, já que ele morreu de câncer nos pulmões no início desse ano. (Quem fuma aí?) Falando em baixo, esse criolinho manda muito bem. (não estou falando de você, Léo) Reparem no refrão de Caffeinated Consciousness. Olha o timbre disso. (Olha?)

Não vou me alongar, e ficar naquela verborragia toda já comum em meus posts.

Só quero que vocês ouçam isso:



Sério, forte candidata a música do ano pra mim.

Como o Vinícius falou no post do Max de Castro, você pode até achar a música, a banda, o cd, um grande cagalhão, mas há de reconhecer o talento, a qualidade e a musicalidade do trabalho desta senzala.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Primus


Sério.

Não consigo entender como Léo não conhece essa banda.

TODO baixista que se preze deve ao menos já ter ouvido falar da banda do MONSTRO Les Claypool.

É como se eu nunca tivesse ouvido falar do Bonham, do Keith Moon, sei lá...

Como descrever esse trio?

Os caras fazem um som porrada, com MUITO groove, psicodelia, escaralhação. Enfim, bom pra caralho. Sem falar que todos tocam pra caralho, o batera, "Tim Alexander", que gravou esse disco é fera.



E o melhor: Irei vê-los no SWU esse ano, se fode aí Léo, que se gaba por ver Strokes.

Sério, não dá pra falar muito não.

Ouve aí e foda-se:



Essa talvez seja a mais conhecida deles, mas o álbum que eu tô postando, o "Sailing The Seas Of Cheese" (segundo álbum de estúdio, lançado em 91 - ano de lançamento do Nevermind do Nirvana, que ganhou o mundo, enquanto STSOC só os bravos conhecem...) é foda pra caralho, tem várias pedradas. Se liga no baixo de "Jerry Was a Race Car Driver". Absurdo.

Nem dá pra falar muito. Ouve aí, bota o grave no talo e foda-se.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aumente o grave da sua caixa de som...


Não fazia ideia do que postar, até que ouvindo "Shadow’s Keeper" do Black Rebel me veio a ideia: Porque não fazer um compilado com algumas músicas que possuem belas, poderosas, viajantes, dançantes linhas de baixo? Todo mundo gosta do som do baixo.

Pra abrir esse post improvisado, nada melhor do que uma música um tanto quanto tosca, zuada, de um dos filmes mais “cool” que eu já vi: Scott Pilgrim VS The World. Gravada originalmente pelo Beck, e interpretada no filme pela fictícia banda Sex Bob-omb, ela resume pra mim o espírito desse blog: descaralhação, diversão, e música boa.

Seguindo a linha Fuzz/distorção, temos "Romantic Rights" do Death From Above, e a já citada Shadow’s Keeper do Black Rebel. Um tanto quanto óbvia, mas não menos foda é a presença de "You Can’t Quit Me Baby", do QOTSA. Uma das melhores deles. Ouvir isso chapado deve ser muito loko.

Não vou citar música a música dessa cepa, porque isso aqui tá com música pra diabo. Você vai encontrar muita coisa boa nessa lista, vai por mim. Mas por outro lado também, tem alguns clichês, claro. (aposto que vc pensou em "Around The World" do Red Hot, se ferrou, surpreendi...) E pra não falar que só postei coisa boa, tem Charlie Brown Jr. também.

Algumas músicas já apareceram em meus posts anteriores ("Quarantined", do At The Drive-In, "I Will Posses Your Heart", do Death Cabie), e se mesmo assim, vc não der a elas o devido carinho e atenção, você é um bobo.

Abro um parêntese pra falar de "The National Anthem", talvez a única música não gravada pelo baixista da banda de autoria. Curiosamente, uma das melhores linhas de baixo do Radiohead não foi gravada pelo Greenwood mais feio, mas sim pelo mais feio da banda, o dançarino Thom Yorke. Se bem que incluí aqui "Hard Times", do Blakroc, e o Dan Auerbach é mais conhecido pelo seu talento na guitarra, mas como ele grava uma caralhada de coisa no coletivo Nigga, e isso é mais um projeto do que uma banda, então não conta. Ou conta?






MEU baixo.

Não poderia deixar de falar de “Reticências”, pequena pérola do primeiro disco do Rockz, banda que todos aqui conhecemos, dããã. Não é pra puxar o saco do Daniel (até pq ele nem vai ver essa porra), mas o trabalho dele nessa música é simplesmente perfeito. Econômico, preciso, groovado, belo, enfim, tudo que podemos usar pra descrever uma bela linha de baixo.

Fica até sem graça falar do Cure, e tive muitas dúvidas sobre qual música incluía nessa cepa, mas Simom Gallup é um dos meus baixistas favoritos, o timbre do baixo dele é um dos meus favoritos, The Cure é uma das minhas bandas favoritas, então foda-se, qualquer uma serviria. Tá, "Last Dance" não é qualquer uma.

Outra que não dava pra ficar de fora é "This Chamimg Man". Acho que é a linha de baixo mais bonita de todas as músicas que eu já ouvi em todos os tempos. E segundo o Last.Fm, desde 2009 pra cá eu ouvi mais de 100 mil músicas, logo... ponto pro subestimado Andy Rourke, excelente baixista dos Silva.

Não. Me nego a falar de "Darker" do Doves. Não precisa.

O momento fritação desse compilado, fica por conta de "Day of The Baphomets", do Mars Volta. Além da linha de baixo primorosa, (creio que é a mais absurda dentre todas as selecionadas) a música é uma fritação fudida. Uma das que melhor resume o que é o Mars Volta. Porrada, viagem, psicodelia, groove, improviso, peso, um solo de sax absurdo nas pontes, um solo absurdo de bongô no final, uns falsetes absurdos do Cedric, uns solos absurdos do Omar e do Frusciante (sim, do Frusciante!) enfim, a música é absurda.

Como antes de resolver usar o instrumento do Léo (HUM!) como mote do post eu não tinha muita ideia do que postar, procurei não pensar muito, e ir colocando as música que viessem na minha cabeça, porque se eu parasse pra pensar, nunca chegaria a uma conclusão, e alteraria a lista mil vezes.

Sei que você vai discordar, e falar “Po, faltou você colocar a música tal, da banda tal” ou “Ai, essa nem é a melhor deles, sou muito mais essa”, mas eu to pouco me fudendo pro que você acha. Como diria Josh:



Até porque, existe o meu gosto, e o mau gosto. Se você não tem o meu gosto, logo...

P.S.: Ah não, sério que dessa vez eu postei e subi o link ao mesmo tempo?

\o/

P.S.²: Eu sempre esqueço de colar a playlist nas minhas coletâneas:

1 - Sex Bob-omb - We Are Sex Bob-omb
2 - Death From Above - Romantic Rights
3 - Black Rebel Motorcycle Club - Shadow's Keeper
4 - Queens Of The Stone Age - You Can't Quit me Baby
5 - Alice In Chains - Would
6 - Red Hot Chilli Peppers - Give It Away
7 - Charlie Brown Jr. - Como Tudo Deve Ser
8 - Tommy Guerreiro - No Time For Time
9 - BlacRoc - Hard Times
10 - Radiohead - The National Anthem
11 - Beatles - Shes's So Heavy
12 - Placebo - English Summer Rain
13 - Doves - Darker
14 - Nine Inch Nails - With Teeth
15 - Tool - Sober
16 - Chevelle - The Fad
17 - Deftones - Hole In The Earth
18 - A Perfect Circle - Vanishing
19 - At The Drive-In - Quarantined
20 - The Mars Volta - Day Of Baphomets
21 - Led Zeppelin - Ramble On
22 - Death Cabie For Cutie - I Will Posses Your Heart
23 - The Smiths - This Charming Man
24 - The Cure - Last Dance

25 - Rockz - Reticências