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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

KOI NO YOKAN

Boa noite, amiguinhos.

Andei sumido daqui, é verdade, mas quem percebeu a minha falta?

Tirando o Léo que continua movimentando a conta SMTA com vídeos aleatórios no youtube e Ciro com suas ameaças não concretizadas de posts sem fim., esse blog morreu.

Vinão sumiu desde antes de casar, Gomes foi visto pela última vez no aniversário de 60 anos da avó há 15 anos atrás, o homem-cerveja evaporou, e eu, gasto meu tempo no trecho entre a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói.

Pra me redimir, vim postar um dos candidatos a disco do ano de 2012.


7º disco do quinteto californiano, por muitos vem sendo considerado o melhor trabalho dos caras.


Eu concordo. Acho que finalmente eles acharam um rumo depois da tragédia que aconteceu em 2008: O então baixista Chi Cheng sofreu um acidente de carro e ficou em coma durante muito tempo. Até hoje o cara não se recuperou da treta. Ironicamente isso foi uma coisa boa pros caras, porque depois disso eles lançaram os 3 melhores discos da carreira, incluindo este com nome inpronunciável. Koi No Yokan é o disco mais coeso deles, mesmo após os excelentes Saturday Night Wrist (5º disco), que contém minha música favorita dos caras, e do aclamado Diamond Eyes (6º disco).

Aqui eles conseguiram colocar o peso característico da banda, (a faixa de abertura Swerve City contém um dos melhores riffs do quinteto), os belos momentos mais calmos como Entombed (rola um tecladinho MUITO Tame Impala no final), que me remete ao excelente projeto paralelo do Chino, o Team Sleep, já postado aqui, e faixas EXCELENTES, que mostram o que é o Deftones: Refrões fuderosos, riffs e linhas de baixo cavalares, e lindas melodias. Tempest, sétima e melhor faixa do disco é um exemplo claro dessa mistura.

Algumas faixas, como Goon Squad, Rosemary e What Happened To You alternam entre o clima etéreo bem característico dos caras, com o peso que muitos bisonhamente chamam de "New Metal". Se Deftones é uma banda de New Metal, então este é um excelente gênero musical.

Acho que o único daqui que ouve mesmo a banda é o Gomes. Recomendo altamente o som dos caras. Ouçam sem a resistência de "ouvir uma banda de New Metal". Vocês só tem a ganhar.



P.S.: Apenas a cargo de informação, um dos bateras de rock que mais gosto e me influencia (???) é o Abe Cunningham, o mano de boné da foto.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Smoke & Jackal - No Tell


Boa noite.

Venho por meio desta indicar-lhes o recém lançado EP de estreia da dupla americana que nomeia esta postagem.

"No Tell" ainda não vazou, então deixo apenas o link do soundcloud dos caras para vocês conferirem. Vale MUITO a pena.

Principalmente pelas EXCELENTES "Safe Face" e "Fall Around".

E pra vocês, ogros, que acham que as namoradas servem apenas pra cruzar, informo que foi através da minha que descobri esses caras. (Mô, te amo!)

Obs.: Bavaria, você que tá chegando agora, não se assuste, este blog já foi um antro de testosterona. Hoje, são só flores, arco-íris, e amor no coração...

Como todo bom projeto paralelo que se preze, não achei muita informação sobre a dupla, mas só o fato de um dos candangos ser o baixista do Kings Of Leon, já qualifica os caras a serem dignos da audição de vocês.

O som deles é beeeeeem minimalista, meio down-tempo, meio trip hop...  boa trilha sonora pra cruzar...errr... fazer amor com as senhoras de vocês.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Japandroids - Celebration Rock

I WANT YOU



Bem, essa é mais uma postagem colaborativa, pois não irei recomendar nada novamente... ou sim, talvez...


O lance é o seguinte, ouvi várias críticas positivas (MUITAS mesmo, a Pitchfork, por exemplo, deu 9/10 pros caras) a respeito dessa dupla, vários comentários de que "eles são a nova salvação do rock de todos os tempos da última semana", que o som que eles fazem é "surpreendentemente grandioso pra uma dupla" mas após ouvir (por alto, confesso) o segundo disco dos caras, o recém lançado e aclamado "Celebration Rock", a conclusão que cheguei foi essa:









Pois é, nenhuma. Ainda to tentando digerir o cd. Não sei se acho ele uma grande merda, ou se acho foda, com um instrumental inspirado, ou apenas uma imitação porca de alguns momentos do "American Idiot" do Green Day (sem baixo e com um guitarrista virtuoso)...

Fato é que sim, o som da dupla é poderoso, algumas apresentações ao vivo dos caras são realmente boas, essa coisa de guitarra + batera é foda pra caralho, mas sei lá...

Baixem, ouçam, e me digam se vale a pena.


OBS.: Esses putos já vieram ao Brasil, tocaram no apertado Beco 203 em SP, e após o show desceram do palco e foram trocar uma ideia com a meia dúzia de gatos pingados que tava na platéia... Legais pelo menos eles são...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Frank Ocean - Channel Orange

Olá, amiguinhos.

Bem, minha próxima postagem ia ser a última parte da missão "Road To Atacama", mas como a procrastinação é uma arte levada muito a sério por Vinão, resolvi postar logo alguma coisa pois estava sentindo falta dessa atividade...

Já me aventurei por jazz, trip-hop, eletrônico, mas basicamente minhas postagens são sobre rock.

Inovarei.

Postarei (os Hawaianos???) pela primeira vez nessa bagaça um disco de Hip-Hop.

Mas não é só um disco de Hip-Hop. É O DISCO. Do ano.

Lançado recentemente, este é o primeiro trabalho dessa revelação do (excelente) coletivo de manos do OFWGKTA.

Depois de lançar uma mixtape MUITO bem criticada, compor para artistas do calibre de John Legend, Jay-Z,  Beyoncé (e Justin Bieber!!!), assumir que é gay numa comunidade largamente homofóbica, Frank Ocean vem arrebatando críticas do mundo todo com este que pra mim é surpreendentemente o melhor cd de 2012 até agora.

Como o cd é novo e você vai achar uma caralhada de reviews por aí, não vou falar muito dele não. Batidas downtempo, levadas jazz-funk, estórias MUITO bem narradas à la Prince, e um vocal sensacional são alguns dos destaques desse cd, que conta com a participação de feras como Pharrell, John Mayer (que apenas toca guitarra numa "vinheta", graças à Deus!) e Andre 3000 do Outkast.

Preste atenção na popzinha "Thinking Bout You", "Crack Rock", que (dã!) fala de maneira explícita sobre drogas e a MELHOR música do ano: a épica "Pyramids". O "riff" de sintetizador no meio da música é simplesmente do caralho, e a mudança de tempo/ritmo no final, pqp...


DISCAÇO.

Ouça sem preconceitos. (sonoros, pelo menos...)