terça-feira, 10 de julho de 2012

"o melhor do eletro-progressivo-fritação-aláprodigyano"

Começarei agredindo a todos.

Quando fui convocado para a missão de semear a verdade através de um blog musical, logo me veio a mente o compartilhamento de boas músicas, que seriam ouvidas em nossos rituais xamânicos, enquanto dançaríamos nus e entoaríamos cânticos pagãos em volta de uma fogueira.

Em vez disso, o que se viu foi uma reunião de caminhoneiros sujos, mal lavados e fedorentos á beira da estrada, enquanto tiravam fitas k7 de suas pochetes empoeiradas e tentavam enfiar stoner rock guela abaixo dos inocentes seres que vinham até aqui em busca de sons mais inspiradores.

Pois bem, o tempo passou, os caminhoneiros conheceram belas mulheres nas estradas por este brasil afora, constituíram família e foram felizes. Mas o que antes era um blog contra o amor, regado a doses cavalares de depravação, psicotrópicos e homossexualismo, se tornou um grito de desespero de um respeitado gorila, sufocado pela ignorância e indiferença, que depois de 3 posts ao relento foi infectado pela maldição Abhijit Saavedra, caindo em sono profundo. Até uns dias atrás, quando os 7 espíritos dos samurais da tribo akikomemoânus penetraram em meu SONHO e me designaram a uma missão de paz e iluminação universal, e então...

e assim acordei

Levantei de minha tumba sagrada e voltei a este antro miserável incutir na mente doentia de vocês músicas que irão salvá-los desta VIDA DE MERDA!!

Pois bem, os samurais do saco de manganês que perpretaram em meu sonho anunciaram que minha jornada voltaria a 31/07/2011. Então, o que eu estava fazendo nesta data?

a) vendendo minha força de trabalho para a classe patronal
b) me masturbando com o vídeo da omelete do jackass
c) celebrando o dia mundial do orgasmo com sua progenitora
d) comemorando os 1107 anos do histórico 31.07.904 quando Salónica, a segunda maior cidade do Império Bizantino, foi capturada por corsários sarracenos liderados por Leão de Trípoli, sendo saqueada durante os 10 dias seguintes.
e) introduzindo na suamãe um post revolucionário

...
...

Ao contrário de uns delinquentes que aqui frequentam, que ao invés de mui honrosamente assumir sua procrastinação patológica, prefere postergar suas obrigações linkeanas, atendo-se apenas a um texto que reflete seu atual estado de degradação mental, responderei logo a questão por mim elencada.

Gabarito: LETRA E

Esmiuçando meu post inaugural daquela data, percebo um comentário que tocou fundo em meu coração:

Vou baixar.

Mas ainda espero uma compilação feita por vc com o melhor do eletro-progressivo-fritação-aláprodigyano
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Então, tudo ficou mais claro.




Óbvio que minha missão teria os dedos sagrados dos paladinos da música. E pra chegar aos números finais desta sagrada coletânea, obedeci os critérios de ligação e sonoridade (sendo 10 a nota máxima nos dois quesitos), conforme abaixo:

01. Caspa feat. Keith Flint - War
Ligação: 10 (Participação de Keith Flint, a voz mais famosa do Prodigy)
Sonoridade: 9 (Poderia facilmente ser confundida com alguma B-Side perdida ae)

02. Pain & The Prodigy - Shut Your Mouth Remix
Ligação: 10 (mashup de Diesel Power do Prodigy com Shut Your Mouth do Pain)
Sonoridade: 10

03. Pendulum - Immunize (feat. Liam Howlett)
Ligação: 10 (óbvio, participação do cérebro do Prodigy)
Sonoridade: 10 (poderia certamente figurar no Invaders Must Die)

04. Leeroy Thornhill - The Suspect
Ligação: 9 (Leeroy, reles dançarino na formação clássica)
Sonoridade: 8 (bem similar às músicas do Experience, primeiro disco do Prodigy)

05. Hyper - Let Me In
Ligação: 7 (projeto que aparentemente tem um dedo do Leeroy)
Sonoridade: 8 (um pouco mais pop e bem mais dubstep)

06. Maxim - Killing Culture
Ligação: 10 (projeto solo do Maxim Reality, ala negra e gangzta do Prodigy)
Sonoridade: 7

07. The Chemical Brothers - Setting Sun (feat. Noel Gallagher)
Sonoridade: 8

08. Apollo 440 - Cold Rock the Mic
Sonoridade: 7

09. Atari Teenage Riot - Atari Teenage Riot
Sonoridade: 8

10. Pitchshifter - Please Sir
Ligação: 7 (banda do guitarrista que tocou no The Fat of the Land)
Sonoridade: 8

11. Mindless Self Indulgence - Prom
Sonoridade: 6

12. The Crystal Method - Roll It Up
Sonoridade: 7


Os dados da esperança estão lançados sob as suas vidas, caminhoneiros imundos travestidos de trabalhadores (ou apenas de vagabundos gonçalenses mesmo). Vejamos se ainda há esperança para vocês.

E segurem suas pregas pois, mais uma vez, seus domingos não serão mais os mesmos.

sábado, 7 de julho de 2012

Lembrando a Sua Mãe

E ae Marotagem,

Os tempos mudaram, o blog está vazio, todos agora casaram, tem filhos e muitas contas pra pagar. Por isso este lugar que antes representava a esperança,  a pedra fundamental para um mundo melhor, o refúgio daqueles que antes só ficavam vagando por ae, se tornou-se este lugar insalubre com posts sobre adivinhar listas que eu já lí, reli e até agora não entendi NADA. Vou colar minha lista de supermercado aqui, quem sabe pode ser isso.


Quem me conhece um pouquinho sabe que a preguiça é minha pior patologia. Por isso este post pode ser apenas um delírio isolado, a última batida rancheira para a Sua Mãe. Ou não, posso voltar a postar aqui toda a semana com o objetivo quixotesco de iluminar as mentes dos nossos milhões de leitores, que LOTARAM minha caixa de email pedindo a minha volta. Dedico a eles este post, tentando sempre manter o objetivo e esta mensagem:




Volto hoje disponibilizando 2 discos, do músico/produtor francês Blundetto. O cara é conceituado nas quebradas, então seu bonde vem pesadíssimo nesse disco de  groove/instrumental/jazz/reggae/dub com participações humildes pra você curtir de montão. Participações como  Tommy Guerrero e Shawn Lee.( Os dois etão na coletânea Guantánamo Sessions).


                                



 Além de uma das cantoras mais fodas que eu já ouvi, nesse reggae totalmente viajante pra acender a DREGA e divagar sobre formato de nuvens:





Quem curtiu a vibe da Guantánamo Sessions ou dos manos que citei ali em cima, com certeza vai se refestelar com esse disco ae.

Bem, como estou há um bom tempo afastado daqui, venho trazendo mais coisa.



O segundo disco do Blundetto.Warm My Soul. O mais novo também, saindo do forno. Talvez melhor que o primeiro. Com mais groove e tudo mais. Tem essa música que parece que saiu diretamente daquele lance de Hip Hop do Black Keys, o Blacrok







E ainda não acabou...

Em alguns dos seus últimos posts, o macaco louco desandou a atacar o estilo músical e de vida que conduz essa casa. Stoner Rock. Ataque a caminhoneiros indefesos e ao cara com que tem uma das maiores jebas do stoner/desert rock: Brantinho Bjorquinho. Meu anjo.


Bem, em primeiro lugar, comprei uma camisa e já mandei para a sua casa, tenho certeza que vai curtir.



E depois, vou disponibilizar um disco do Brant que já tinha prometido há muito tempo, mas assim como as promessas do Gomes de postar alguma coisa aqui, nunca aconteceu. O Brant Bjork and The Bros - Saved By Magic. Disco upado pelo Léo nos tempos passados no email. Pra mim, quase no mesmo nível do Jalamanta, só um poquinho de nada atrás e segundo melhor disco dele.





 E por último, uma das coisas mais inspiradoras que eu já ví na vida. Já compartilhei com alguns amiguinhos aqui do blog. Um documentário em homenagem aos 10 anos do Jalamanta. Bjork falando nesse documentário parece até algum Messias ditando sua própria biblia. E se você, macaco da prega de cereja, se não passar a reavaliar seus conceitos depois de ver este vídeo, sugiro que repense sua vida toda novamente, porque ela deve ser uma merda.




Brant Bjork from Alex Perez on Vimeo.



Bem, chega né, já tem conteúdo ae suficiente pra salvar a alma de muita gente. Acho que dá pra ficar uns 10 anos sem postar só curtindo aquela grana preta que eu ganhei tocando com uma banda ae muito famosa de Niterói. Volto semana que vem, ou não.

Peixos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

EARFUCK


O titulo do post,já diz alguma coisa né?!
Eu ia postar uma imagem,mas porra,agora vem as namoras aqui,ler essa porra e eu não quero ficar mal com ninguém,então vou postar a URL e vocês cliquem se tiverem coragem(geral vai clicar,que eu sei,até você,namorada de algum de nós(ESPERO QUE NÃO SEJA,VOCÊ BRUNA OU O PAU VAI COMER)) : )

http://www.thestranger.com/binary/601e/1234897133-piercing-ear-fuck.jpg

QUE DÓ DESSA ORELHA HAHAHAHAHAHAHHA

É,RABEIREI VOCÊ FDP! RAFAEL PUTINHA BACALHAU UHAHUASHUSAU
ROUBANDO MEU DIA?SEU TRAIRÁ DO CARALHO!

Voltei,sem freio pra postar NO MEU DIA,NESSA PORRA!
Me recebam,meus amores!


Então,como eu tô com preguiça de falar pra caralho,resolvi fazer uma coisa bem rápida e legal...
Vou fazer um TOP20 da semana,as músicas que mais ouvi e talz..essas porra ae,mas vai ser meio aleatório,do jeito que sair,eu jogo nessa porra.
Agora vou postar uma imagem que vai mostrar como foi minha semana musical!


"Ahhh legal,MAMADUKE vai postar os nomes embaixo"
PORRA NENHUMA,VOU DEIXAR NO AR,vocês vão jogar nos comentarios,se acertarem no minimo 3,amanhã eu volto e solto os nomes e o resto da lista!

BOA SORTE SUCKERSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!

EARFUCK PART 1-------THE END!


QUE VENÇAM OS MELHORES!

terça-feira, 26 de junho de 2012

The Action Is Go!


O nome desse cd tem tudo a ver com o retorno dos meus (longos!) posts, já que estou num momento da vida de decisões e retomadas, de escolhas e dúvidas.

Como o meu primeiro post desta bagaça, o som não podia ser outro: Stoner.

E adivinha quem toca batera nesse disco????

Este é o primeiro disco do Fu Manchu a contar com o único Bjork da música que eu respeito. (Ou você acha que eu dou valor àquela puta velha que só sabe gemer em cima do palco? – Ogro mode Off)

Quarto disco dessa que junto com Kyuss pode ser considerada a banda mais influentes da cena Stoner do final dos anos 80. Tá tudo lá, os timbres graves, o peso, o groove, os riffs/solos matadores, as percussões de bom gosto, as viagens... e pensar que eles começaram como uma banda de Hardcore-punk do sul da California.


O cd abre com uma intro de guitarra animal, distorcida, pesada, até o brantinho entrar moendo e essa caralha ganhar mais peso ainda com outra guitarra fuzzeada, o baixo, e a voz de Scott Hill (que lembra em alguns momentos o John Garcia).

O riff da sexta faixa, “Anodizer”, é animal. (aliás, esse cd contém uma penca deles!) O refrão “Better check your code, ‘cause he was never king” é foda. O finalzinho com a música fervilhando antes de explodir junto com o verso “Flying over my head...” é do caralho.

Na sequência, “Trackside Hoax” e sua guitarra psicodélica somada aos seus bongôs viajantes. (Bongô é um instrumento muito legal, né?)

A nona música é a riff-driven “Laserblast”, também conhecida como “A Culpa é de Quem?” do Ao Vivo do Planet. Esta faixa já rolou aqui no blog através da compilação Stoner do Vinão...

“Grendel Snowman” tem uma das intros de baixo mais cavalares de todos os tempos. Uma pena o volume do baixo estar baixo. (Fiquei confuso!) Se essa porra tivesse no talo... fuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Sério, como ronca o baixo de Brad Davis nessa faixa...

Daria pra falar de várias outras, mas este cd tem 14 músicas!!! (16 na versão europeia...) Mixado pelo lendário Joe Baresi, que já trabalhou com uma caralhada de gente boa, (QOTSA, Kyuss, Rancid, Tool, Melvins, Clutch, Chevelle, Bad Religion...) este cd reúne basicamente tudo que um bom cd de Stoner deve ter. Tá certo que numa audição menos atenciosa parece que você tá escutando à mesma música todo o tempo.

Praticamente 1 hora de viagem, fritação, porrada na cara e chapação. Afinal, essa era a ideia do blog, não?

P.S.: Com Brant eu vim, com Brant eu retornei, então foda-se, rimei!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Medidas Desesperadas



Não, não vou postar o infame filme que conta com atores do quilate de Michael Keaton e Andy Garcia (oi?!), que começa com uma premissa interessantíssima mas desemboca num rio de merda e clichês que vem em cascata, um atrás do outro. Decepção pura.

Este post é para chamar atenção de vocês:

Essa aqui é a Scarlett:

Essa aqui é a Eva:

E essa aqui todos vocês conhecem, é a Silvinha:

Bem, se nem com essas 3 produtoras de calo em série eu conseguir a atenção de vocês eu desisto. Não vai ser com esse cd que irei obtê-la.

“End Titles... Stories for Film” é um disco de 2008 gravado pelo grupo britânico Unkle (que já teve em sua formação ninguém menos de DJ Shadow!!!), que aproveitou a sobra de outros discos, e o fato de ter trabalho em trilhas sonoras, para gravar um álbum unicamente com canções que poderiam fazer parte de trilhas sonoras de alguns filmes. ETSFF tem de TUDO um pouco. De Folk (Open Your Eyes), à eletrônico (Black Mass). Mas a base desse cd é o bom e velho Trip Hop, com um pé no Rock, e levadas downtempo...

Saca minha postagem passada, da coletânea introspectiva? (que ninguém ouviu... buáááá!) Esse cd tem alguns momentos que DEVERIAM estar lá. Mas posto-o inteiro pra vocês.

Seguem algumas informações relevantes sobre este disco:

1 - Titio Josh (sempre ele!) participa da faixa de número 8: Chemical, o que já significa que o disco não pode ser ruim. (Hatter’s – Ciro – gonna Hate)

2 - No final de 2008 Unkle relançou este cd remixado, e contava com uma versão de Burn The Witch. (!!!)

3 - Além do frontman do QOTSA, vários artistas participam desse cd, como Chris Gross, Gavin Clark, e Joel Cadbury, vocalista do South, banda já postada por mim aqui nessa bagaça.

Atentem para as EXCELENTES "Cut me Loose", a já citadas "Chemical", Nocturnal", "Can’t Hurt", "24 Frames", e "Heaven", que é a segunda melhor música desse disco. Contando com a participação de Gavin Clark e seus belos vocais, a música é matadora, e os riffzinhos de guitarra no final... meu Deus...

E um disco que contêm isso, não pode ficar de fora desse blog:


Sério, essa é uma daquelas músicas que quando eu ouvi eu pensei: PUTA QUE PARIU, por que diabos eu não conhecia isso antes? Massive Attack, Portishead, Morcheeba… o melhor do Trip Hop tá aqui. Os 56 primeiros segundos dessa música compõem simplesmente a melhor introdução que já ouvi na minha vida. SÉRIO. POR FAVOR, ouçam isso com fones de ouvido. Com vocais introdutórios que me lembram o Sting nos seus melhores momento solo, eu cheguei a me perguntar porque a música não seguiu esse padrão até o fim... o que não faz de Against the Grain uma faixa ruim, muito pelo contrário, ela beira o sublime, com seus arranjos de cordas, e o riffzinho suave e marcado a la Johnny Marr que acompanha a música até o final... se vocês não gostarem disso, me avisem que apresento vocês à um amigo especial...


Esse aqui é o Kid:

P.S.: ANTES QUE ACHEM QUE CITEI A MULHERADA PARA GANHAR VIEWS JÁ QUE DESCOBRIMOS A MINA DE OURO, ESSE MEU POST DATA DE 28/03, DA ÉPOCA EM QUE APENAS EU E O OUTRO NEGRO BEM DOTADO ESTÁVAMOS FREQUENTANDO ESTE BLOG. 


domingo, 8 de abril de 2012

Fonte

Hoje vim aqui falar sobre fontes:



Entretanto, nesse blog já tem um nerd que entende de computação, e esse tipo de gentalha deve ser SEMPRE singular. Então é de outra fonte que eu vou abordar.



peraí, o da direita eu acho que é meu tio Larry...


HAHAHA Fontana Di Trevi é o caralho, essa é a fonte mais fodástica que existe. Mas como eu também não sei onde localiza-se esta maravilha do mundo ainda não legitimada por incompetência desses seres humanos inescrupulosos, falarei de outra fonte:



Olha que coisa mais fófis!! Mas ao contrário do figurino, penteado, óculos, expressões faciais... pelo menos a música merece MUITO respeito.


A Flock of Seagulls e seu álbum homônimo de estréia em 82, conceitual, abordando uma invasão alienígena. Um dos maiores expoentes do pop 80's, new wave, synthpop, new romantics, ou seja lá como você queira chamar. Banda que inclusive sofre da maldição do mega-hit, que você não viu aqui. No caso deles, "I Ran (So Far Away)".

Nascida em Liverpool, lançou alguns discos na década de 80 e voltou agora pra lançar outro disco em 2012. Obviamente com seus integrantes parecendo aqueles tios gordões e carecas, digamos, um pouco afeminados, que sempre querem ser os mais animados da festinha infantil, perdendo todo o charme e glamou dos anos 80, que rendeu piadas em Pulp Fiction, Austin Powers e no http://suamaeteavisou.blogspot.com.br/.

Um detalhe bastante pertinente é que o líder e "personal hair" da banda, Mike Score, lembra bastante o Keith Flint do Prodigy. Só por essa similaridade, já vale o crédito pra banda.

Keith Flint e sua porção feminina...


Seguindo minha missão nesse planeta sórdido e canalha, a de espalhar aos 7 ventos, ou na internet mesmo, bandas que merecem ser ouvidas além do principal hit, continuarei militando nessa causa, que ainda terá aparições nesse blog. Você não pode deixar de perder!





Aí você deve estar se perguntando: por que diabos a história da fonte????

Primeiro você ouve A Flock of Seagulls. Depois compara com Two Door Cinema Club (principalmente), Friendly Fires, Foster the People. Depois você lembra que os Flockinhos vieram 20 anos antes. Depois dá um beijo grego no meu tio Larry:

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sobre meninos e HOMENS

Não, não estou de greve. Eu posto quando tenho lampejos criativos e espíritos obsessores da inspiração (ou falta dela) textual e pseudo-cômicas se apoderam de meu corpo. Isso quando o cansaço permite, pois realmente o trabalho e a masturbação sugam muito de minhas escassas energias. E foda-se quem achar ruim.

E só pra constar, eu fico tempos sem postar e quando vejo as estatísticas, tenho o mesmo nº de postagens que certas pessoas com listras no braço, que ficam postando protestos malcriados.

E sem piadinhas de 1º de abril por hoje, já tá sem graça pra caralho isso.


Bom, voltando à alegria geral de todos os domingos, vamos ao assunto de hoje:

Da esquerda pra direita: Colin Greenwood, Nick Oliveri, Leonardo Heranval Amorim, Andy Rourke e STEVE DIGIORGIO


Há alguns dias eu postei uma música no facebook que era ideal na diferenciação entre um mero baixista e um Kid Bengala da clave de fá. Mas é claro que a manada de mariposas que escreve nesse blog teve seus ouvidinhos desagradados e não deram a devida atenção. Então mais uma vez empurro guela abaixo de vocês porque o Chuck Norris das 4 cordas (ou 5) não pode ser ignorado.

eis um HOMEM


Previously on mural de Ciro Ferreira:


Apresento-lhes Steve DiGiorgio.

Certas pessoas merecem todo o respeito e devoção independente do gênero sexual. Sei que é difícil falar isso pra vocês, que só de olharem pra Josh Homme, Dave Grohl e outros fracassados, um furor homoerótico predomina ao ponto de pôsteres deles nus atrás da porta. Apesar que se tivesse um pôster nu do DiGiorgio, até eu colaria no meu armário.

Currículo desse baluarte do baixo:

Death - Uma das maiores bandas de todos os tempos, uma das maiores formações de todos os tempos (a do Individual Thought Patterns), um disco com as melhores linhas de bateria de todos os tempos (The Sound Of Perseverance) e todas as etcs de todos os tempos. Aos ignorantes: é algo como se Dream Theater virassem homenzinhos e resolvessem fazer músicas de macho.

Sadus - Obviamente, as melhores linhas de baixo do Thrash Metal. Que você já viu de exemplo aqui.

Sebastian Bach - eu sei eu sei. é um pecado capital listar esse viadinho decrépito depois das duas preciosidades acima. Mas vale o registro porque foi por causa dele que eu consegui ver o DiGiorgio ao vivo. Com a melhor formação que eu já vi em um show. A caricatura do que já foi o vocal do Skid Row, Mike Chlasciak e Ralph Santolla nas guitarras, BOBBY JARZOMBEK na batera e ELE no baixo. Ou seja, só maluco nervoso. Pelo menos houve bom gosto na hora da SELEÇÃO (tipo a do brasil de 70) dos músicos.

E ainda desfilou seus dedos sagrados no Iced Earth, Vintersorg, Control Denied, Testament e mais um porrilhão de banda que eu to sem saco de listar. Vai no wikipedia que ele te diz o resto.

Mas sabendo do gosto frescurizado, fundamentalista e preconceituoso das madames, não postarei nada de Metal que ele tenha participado. Irei me ater à sua brilhante e curta imersão no Jazz.


Projeto de Jazz/Fusion formado em 92 mas que só durou 2 Ep's com 5 músicas ao todo. Basicamente inspirado nas linhas de baixo e improvisações, acompanhadas de guitarra, bateria, sax e flauta. Coisa refinada mesmo.

Destaque pra The Pharaoh and the Nomad e o solo de baixo no final da Dark Hall que acaba com qualquer discussão e anula a relevância de qualquer argumento.

Uso de fretless (característica marcante dele), efeitos de pedal, e outros artifícios que lhe proporcionarão um legítimo eargasm. E só pra constar: é de longe o melhor projeto de jazz que já passou por aqui.


Último detalhe: dêem uma olhada no meu e-mail do hotmail e constatem o quanto eu amo este homem (RÁ!).